Publicidade
SÃO PAULO – O rali na cotação do carvão ocorrido no último ano – principalmente devido aos recordes de importação chinesa e ao terceiro inverno mais rigoroso dos últimos 115 anos nos EUA – elevaram em 21% o preço da commodity. Apesar da forte expansão, o mercado ainda enxerga espaço para novas altas.
Segundo analistas entrevistados pela rede de notícias Bloomberg, deve ocorrer uma expansão de 17% no preço do combustível sobre o fechamento de 19 de fevereiro (US$ 50,75 a tonelada), atingindo o valor de US$ 59,28 no mercado de Nova York. Já ante os valores registrados em abril de 2009 – os menores daquele ano – a elevação deve ser de 41%.
O grande salto nos preços frente aos registrados no último ano se deve em grande parte ao caloroso verão norte-americano e à recessão da época, levando ao aumento nos estoques de carvão devido ao seu baixo consumo no período.
Recordes de importação e frio
Em compensação, só em dezembro, a China – maior consumidora da commodity – importou um recorde de 16,4 milhões de toneladas métricas, um expressivo aumento em relação ao mesmo período de 2008.
Além disso, o recorde de nevasca nos EUA vem literalmente enterrando partes do país, fazendo com que haja uma grande expansão no consumo interno.
Poder dos produtores
O fato faz com que os principais produtores de carvão possam negociar preços mais elevados pelo produto, à medida que seus estoques vão diminuindo.
Continua depois da publicidade
Cabe lembrar que o carvão é utilizado na geração de energia elétrica e na produção de aço – ou seja, trata-se de um bom termômetro da economia.