Demanda baixa segura repasse de alta do dólar aos preços

"Por enquanto, alta do dólar não está refletindo, a não ser em produtos que têm ciclo de estoque menor", diz ACSP

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SÃO PAULO – A queda nas vendas de determinados produtos está contendo o repasse da alta do dólar ao consumidor. Isso acontece porque alguns comerciantes ainda estão com estoques antigos, comprados quando a moeda norte-americana estava num patamar mais favorável.

“Por enquanto, a alta do dólar não está refletindo, a não ser em alimentos, bebidas importadas, que têm ciclo de estoque menor”, explicou o superintendente institucional e economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo.

Em relação aos eletrodomésticos, por exemplo, ele afirmou que o repasse da alta do dólar ainda não deve ser feito: “primeiro tem impacto na indústria, depois no varejo e no consumidor. Esses estoques mais baratos devem passar de dezembro, porque a venda está muito abaixo do esperado”, ponderou.

Próximo ano

Ele disse que, no caso dos setores que não aumentaram os preços até dezembro, isso não vai acontecer até o final do ano, mesmo porque a intenção é de liquidação dos estoques, o que as promoções de início de ano devem estimular. “Elas diminuem o estoque e fazem repasse mais rápido da alta do dólar”.

Demanda

A demanda, quando baixa, tem o efeito de segurar o repasse da alta do dólar, e é esta a previsão de Solimeo pelo menos para o primeiro trimestre do próximo ano, quando o País ainda sofrerá alguns impactos da crise financeira global.

“A diminuição da demanda sempre segura um pouco a alta do dólar, porque a indústria absorve e o varejo absorve. A demanda é que comanda o preço, mas os custos são importantes e, por isso, há limite para diminuição de margem de preços”.

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O que mais dificulta a análise e a determinação de uma política de preços é a instabilidade do dólar, segundo explicou o superintendente.

Produtos

Confira abaixo o impacto da alta do dólar em alguns produtos: