Deflação volta a preocupar mercado e bolsas dos EUA fecharam em baixa

Mesmo com melhora da confiança do consumidor, riscos de deflação ampliaram cautela em Wall Street e bolsas fecharam em baixa

Publicidade

SÃO PAULO – Após os ganhos registrados no pregão anterior, os investidores voltaram a se preocupar em relação à economia dos Estados Unidos, de modo que as principais bolsas norte-americanas fecharam em baixa ao final das negociações desta sexta-feira.

Riscos de deflação preocupam mercado

Grande parte da cautela dos investidores deveu-se à divulgação do Consumer Price Index (CPI), que apurou uma deflação de 0,3% nos níveis de preços ao consumidor durante o mês de abril. Tal patamar superou negativamente as projeções do mercado, que apontavam para uma deflação de apenas 0,1% no referido mês.

Vale salientar que uma deflação é igualmente indesejável a uma aceleração inflacionária, visto que provoca o desaquecimento da economia em função das expectativas de menores preços futuros. Outro fato que preocupa o mercado, neste sentido, tem sido o não pronunciamento do Federal Reserve (Fed) sobre o problema, gerando, assim, incertezas em relação à implementação de políticas para a estabilização dos preços.

Preliminar da confiança do consumidor registra melhora

Se por um lado os índices de preços divulgados nos dois últimos pregões ditaram o tom de pessimismo em Wall Street, por outro, sinais de melhora na confiança do consumidor em relação à economia norte-americana impediram maiores quedas das bolsas norte-americanas.

Neste sentido, o Michigan Sentiment Index, índice preliminar que mede a confiança do consumidor na economia do país, atingiu 93,2 pontos no mês de maio, bem acima das projeções do mercado, que apontavam para 87 pontos. No mês anterior, o índice havia registrado 86 pontos.

Demais indicadores divergiram no comportamento

Também foram divulgados o Building Permits e o Housing Starts. O primeiro indicador, que mede o número de autorizações para construção de novas casas, registrou 1,708 milhão de pedidos na taxa anualizada do mês de abril, configurando uma melhora em relação ao índice revisado do mês anterior, que foi de 1,688 milhão.

Continua depois da publicidade

O Housing Starts, por sua vez, registrou 1,630 milhão de casas em construção no período compreendido entre os meses de abril de 2002 e abril de 2003, abaixo, portanto, do patamar de 1,748 milhão registrados no mês anterior e também inferior aos 1,743 milhão esperados pelo mercado.

Papéis de techs registraram fraco desempenho

As ações das empresas de tecnologia foram o destaque de queda no pregão desta sexta-feira, de forma que os papéis da Microsoft caíram 1,55%, enquanto as ações da Intel registraram queda de 2,50%.

Os papéis da Dell Computer, por sua vez, encerraram as negociações com forte baixa de 3,08%, após as fracas perspectivas para os próximos meses.

Continua depois da publicidade

Bolsas fecharam em baixa


O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 0,83% a 1.539 pontos, acumulando no ano forte alta de 15,20%.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,39% atingindo 8.679 pontos e subindo 4,04% no ano,
enquanto a S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou queda de 0,25% chegando a 944 pontos e acumulando no ano forte alta de 7,33%.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
S&P 500 -0,25 944 +7,32 +7,33
Dow Jones -0,39 8.679 +5,10 +4,04
Nasdaq C -0,83 1.539 +10,31 +15,20