Deflação japonesa pode estar próxima do fim

Depois da 17a alta consecutiva dos preços ao atacado, empresas não têm como absorver custos e estão prontas para reajustar preços ao consumidor

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SÃO PAULO – Os preços no atacado no Japão aumentaram em julho pelo 17º mês consecutivo, no que pode sinalizar o fim do período de deflação no país. É importante lembrar que, apesar dos preços no atacado terem subido nos últimos meses, o mesmo não acontece com os preços ao consumidor, que estariam em queda há sete anos.

Segundo o Banco do Japão, o índice que mede a variação do preço dos produtos no atacado registrou variação positiva de 1,5% em comparação com o ano passado.

Companhias absorveram aumentos

A expectativa de que o fim da queda dos preços ao consumidor esteja próxima se deve ao fato de que, até agora as empresas japonesas vinham absorvendo os aumentos nos custos de produção evitando o repasse ao consumidor.

Apesar do aumento de 24% no custo das matérias primas em julho, o preço dos produtos intermediários subiu bem menos, 3,4%, enquanto o preço final ao consumidor registrou queda de 0,4% no mesmo período.

Diante da redução de suas margens de lucro, as empresas japonesas podem estar perto de iniciar um processo de aumento nos preços, encerrando o longo período de deflação para o consumidor. Em junho, o núcleo do índice que mede as variação nos preços ao consumidor caiu 0,2%, o que levou muitos economistas a anunciar que esperam o fim da deflação antes mesmo do final desse ano fiscal.