Definição sobre ajuda à Grécia é adiada e pressão sobre mercados continua

Ministros de finanças da Zona do Euro indicam que decisão só será revelada em novembro; setor privado pode ter perdas maiores

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SÃO PAULO – O pregão desta terça-feira (4) tem início com o foco, mais uma vez, voltado ao cenário europeu, cujos ministros de finanças discutem a situação grega, em reunião que se iniciou na última segunda-feira. Desta forma, os principais índices acionários ao redor do globo registram fortes quedas.

Na ocasião, surgiram diversas notícias relativas ao pacote de ajuda à Grécia. Segundo agências internacionais, os membros do Eurogrupo discutem um envolvimento maior do setor privado – conforme o acordo de 21 de julho, estes sofreriam perdas de 21% em seus títulos públicos -, já que as condições desde o último encontro se modificaram.

Além do mais, a decisão sobre a assistência financeira foi adiada para novembro, ao indicar, contrariamente ao revelado anteriormente, que a Grécia só ficará sem dinheiro em meados de novembro, e não em meados de outubro.

Enquanto isso, a Finlândia anunciou que os ministros de finanças aceitaram os pedidos de garantias do país para participar do segundo pacote de resgate à Grécia, sendo que os detalhes ainda não foram totalmente esclarecidos, apesar da Finlândia revelar que o mecanismo pode ser adotado por todos os países membros.

O encontro do Eurogrupo de segunda-feira dará lugar à reunião do Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros da União Europeia, o Ecofin, o qual será seguido por um discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet. Nesta terça-feira o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, também concederá uma entrevista coletiva.

“Nós não esperamos nenhuma medida radical, mas manchetes sobre a próxima tranche à Grécia, o incremento do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), e um potencial ímpeto expansivo nos países centrais provavelmente dominarão o noticiário”, relata o Danske Research em relatório.

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Setor financeiro sob pressão
O cenário europeu se mostra ainda mais pressionado após o Deutsche Bank anunciar nesta manhã que não alcançará a meta estabelecida para esse ano, enquanto o Goldman Sachs revisou negativamente suas projeções de crescimento econômico para este e para o próximo ano, prevendo, inclusive, recessão na Alemanha e na França.

Ainda no setor financeiro, o banco franco-belga Dexia registra uma queda de cerca de 15% nesta sessão ante os temores de problemas de liquidez da instituição, a qual emitiu um comunicado na segunda-feira no qual afirma que o portfólio de ativos não-estratégicos impacta o grupo estruturalmente.