Déficit habitacional recua 9,5% entre 2006 e 2007

De acordo com pesquisa do SindusCon-SP e da FGV Projetos, déficit habitacional no Brasil foi de 7,964 milhões em 2006 para 7,209 milhões no ano passado

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SÃO PAULO – De acordo com pesquisa do SindusCon-SP (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, divulgada nesta segunda-feira (21), entre 2006 e 2007, o déficit habitacional no Brasil recuou 9,5%, saindo de 7,964 milhões em 2006 para 7,209 milhões no ano passado.

Segundo o SindusCon, o déficit habitacional é composto pela soma de moradias inadequadas (domicílios improvisados, moradias em favelas, moradias rústicas e cortiços) com o número de habitações que faltam para abrigar famílias que residem em coabitação (mais de uma família residindo na mesma unidade habitacional).

Durante o período apurado, o número de moradias que abrigavam famílias em coabitação caiu em cerca de 764 mil, enquanto o de moradias inadequadas aumentou em 9 mil, o que resulta em uma queda de 755 mil do chamado déficit habitacional.

“O fato de 764 mil famílias terem conseguido sair do déficit habitacional demonstra o resultado saudável do crescimento da economia, da renda e do emprego, conjugado com a expansão do volume de crédito imobiliário, em condições mais acessíveis ao bolso do cidadão: juros menores e prazos de amortização mais longos”, avalia o presidente do sindicato, Sérgio Watanabe.

Altos e baixos

No geral, o número de moradias inadequadas aumentou de 3,548 milhões para 3,557 milhões, sendo que 93,3% destas residências abrigam famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos.

Os dados apontam ainda que, entre 2006 e 2007, a concentração de carências habitacionais nas faixas mais baixas de renda (até R$ 1 mil) cresceu, saindo de 29,2% há dois anos, para 31,1% no ano seguinte.

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Por outro lado, a proporção de moradias que faltam em relação ao número de moradias existentes diminuiu, atingindo 12,8% em 2007. Um ano antes, este índice era de 14,6%.

Estados

Avaliando os resultados de acordo com os estados da federação, a pesquisa verificou que o déficit habitacional absoluto caiu na maioria das localidades, com destaque para São Paulo, único que tem um programa consistente de construção de habitação popular com base na destinação de uma verba orçamentária permanente, informa o Sindicato.

Ainda segundo a pesquisa, os estados que apresentaram crescimento no déficit, entre 2006 e 2007, foram Amapá, Rio Grande do Norte, Goiás, Tocantins, Acre, Pernambuco e Rio Grande do Sul.