Déficit do balanço de pagamentos piora em junho na comparação com 2005

Resultado global do balanço foi negativo em US$ 614 milhões; saldo de transações correntes caiu 52%

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SÃO PAULO – O resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em junho foi deficitário em US$ 614 milhões, déficit superior aos US$ 431 milhões registrados no mesmo período de 2005.

Na comparação com junho de 2005, as transações correntes sofreram forte deterioração, enquanto a conta capital e financeira melhorou. Os dados fazem parte da Nota do Setor Externo, divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Banco Central.

A deterioração do saldo da conta de serviços e rendas no período foi o principal responsável pelo pior resultado da conta de transações correntes. Esta piora deveu-se, basicamente, a um aumento de 33% nas despesas.



































Conta (US$ milhões) Junho/06 Junho/05 Var %
Balança comercial 4.081 4.035 1,16%
Exportações

11.435 10.206 12,04%
Importações

7.353 6.172 19,15%
Serviços e rendas -3.829 -3.041 25,94%
Transferências Unilaterais 362 291 24,12%
Transações correntes 614 1.285 -52,26%

Deterioração da conta financeira

Contudo, houve uma melhoria significativa no resultado da conta capital e financeira, sobretudo, em função da conta de outros investimentos, que registra créditos comerciais, empréstimos, moeda e depósitos, outros ativos e passivos e operações de regularização.

Por fim, em junho, as reservas internacionais brasileiras apresentam redução de US$ 710 milhões em relação a maio, atingindo US$ 62,7 bilhões.

A tabela abaixo avalia o desempenho no acumulado do ano dos principais componentes da conta capital e financeira, além do resultado global do balanço de pagamentos.













































Conta (US$ milhões) Junho/06 Junho/05 Var %
Conta capital 73 29 148%
Conta financeira -660 -1.543 -57,19
Invto Direto Líquido

424 1.063 -60
Invto Carteira

-4.533 2.237 –
Outros Invtos

3.490 -4.817 –
Conta capital e financeira -587 -1.513 -61
Resultado Balanço de Pagamentos -614 -431 42%

Fonte: Banco Central