Declarações de Qualcomm e Wachovia pesam sobre mercados internacionais

A fabricante de chips para celulares reduziu guidance; banco elevou provisões para perdas no mercado de crédito

Publicidade

SÃO PAULO – Se o dia começou não muito bem definido, a julgar pelas últimas notícias que movimentam os mercados internacionais no início desta manhã, parece que o mercado vai preferir o vermelho.

As bolsas européias, que ensaiaram uma sessão de recuperação nos primeiros momentos do dia, já estão mudando de humor e dando espaço para mais uma sessão de perdas. Nos Estados Unidos, a mesma coisa, já que os mercados futuros aprofundaram o movimento declinante desenhado desde cedo.

O clima mais tranqüilo está, ao menos por ora, sobrepujado pelo noticiário corporativo pouco inspirador: Qualcomm e Wachovia revelaram ao mercado expectativas pouco otimistas para os próximos meses e, ainda na Europa, o movimento de desvalorização do dólar não favorece o desempenho das exportadoras.

Más notícias

As ações da Qualcomm recuam na Europa depois que a companhia, segunda maior fabricante de chips para telefones celulares, reportou um guidance cujas estimativas para os lucros por ação deste ano foram reduzidas e, com isso, ficaram abaixo das expectativas, o que mantém o setor de tecnologia sob pressão.

Mas, esta não é a única notícia ruim. O Wachovia, quarto maior banco norte-americano, elevou suas provisões para perdas no mercado de crédito durante o quarto trimestre para algo entre US$ 500 e US$ 600 milhões, um número recorde.

Do lado positivo

Do lado positivo estão os resultados da Allianz, maior seguradora da Europa, que registrou um aumento de 21% em seu lucro (para US$ 2,83 bilhões) no terceiro trimestre, número que superou as expectativas do mercado.