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SÃO PAULO – O Ibovespa subiu mais de 4% essa semana, guiado pelas expectativas de estímulos na China e no Japão e também pelo resultado positivo para o governo Temer da eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da Câmara dos Deputados. Nos próximos dias, os investidores ficarão atentos para decisões de política monetária e dados que possam mudar os rumos da economia brasileira, na semana que marca o início do chamado “recesso branco” no Congresso.
Entre os mais importantes eventos da semana está a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na quarta-feira (20), começando às 14h30 (horário de Brasília) com resultado a partir das 18h. De acordo com Álvaro Bandeira, economista-chefe do home broker da Modalmais, o comitê deve manter os juros em 14,25%, sinalizando a possibilidade de corte da Selic no longo prazo, no mesmo tom do comunicado anterior. “A inflação ainda está pressionada, então o BC provavelmente vai cortar só em outubro”, disse.
Falando em inflação, sai na quinta-feira (21) o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que, segundo Bandeira, deve vir ainda pressionado pelos preços de alimentos e até de transportes, mas podem ocorrer surpresas. “Se ele vier muito fora das previsões, o mercado vai precificar nos juros”, afirma. Ou seja, se vier muito acima da mediana das projeções, atualmente em 0,51% de acordo com a LCA Consultores, os contratos futuros de DI devem subir e vice-versa.
Por fim, a semana terá ainda a decisão do BCE (Banco Central Europeu), que, para Bandeira, não trará uma mudança nas taxas de juros, mas deve-se falar muito no “Brexit”. “Acho que pode surpreender, mas não é tão grande a chance. O BCE já está com taxa de juros negativa para depósitos”, explica.
O economista do home broker da Modalmais acredita que a volatilidade deve continuar nos mercados na próxima semana, principalmente por causa do vencimento de opções na segunda-feira (18), lembrando também que o investidor pode ser pego de surpresa por novos desdobramentos da Operação Lava Jata e falas de dirigentes de bancos centrais do mundo todo.
Confira os principais eventos da agenda da próxima semana:
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IPCA-15 (Brasil)
Saindo às 9h, o dado de inflação oficial medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deve ter um avanço de 0,51% entre 15 de junho e 15 de julho, segundo a mediana das expectativas dos economistas pesquisados pela LCA Consultores. Álvaro Bandeira, por outro lado, projeta um resultado menor, de 0,35%, pouco abaixo do que foi registrado entre os dias 15 de maio e 15 de junho. Nesse período, o avanço da inflação foi de 0,40%.
Recesso Branco (Brasil)
Do dia 18 ao dia 31 de julho, o Congresso deve ter o chamado “recesso branco”. Pela Constituição Federal, os parlamentares têm direito a férias nesse período, mas desde que tenham votado a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o ano seguinte, o que não ocorreu. Por isso, os deputados e senadores decidem não marcar nenhuma votação no período em que ocorreria o recesso, o que os libera para essas “férias extraoficiais”.
Reunião Copom (Brasil)
Das 14h30 às 18h da terça (19) e da quarta, os membros do comitê liderado por Ilan Goldfajn, devem deliberar se cortam ou não a Selic. O resultado sai na quarta após este período e deve mostrar uma manutenção da nossa taxa básica de juros em 14,25%.
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Reunião BCE (Europa)
O Banco Central Europeu decide a sua política monetária na quinta-feira às 8h45. O mercado não espera uma mudança nas taxas ou aumento nos estímulos dentro do programa de compras de ativos dos 19 países da zona do euro conhecido como “Quantitative Easing”.
Vencimento de opções
Na segunda-feira haverá o vencimento de opções sobre ações, o que sempre gera uma volatilidade adicional no pregão, principalmente para os papéis que têm mais derivativos deste tipo negociados.
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