Decisão do Copom, falas de Powell no Congresso dos EUA, arcabouço fiscal na CAE do Senado e mais destaques do mercado hoje

Após pedido de vista, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado votará hoje (21), a partir das 8h30, projeto de lei do novo arcabouço fiscal

Felipe Moreira

(Montagem: Divulgação e Agência Brasil)

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Os índices futuros dos EUA operam com leves perdas nesta quarta-feira (21), com os olhos do mundo inteiro voltados para a esperada fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), no Congresso norte-americano.

O depoimento do chair do Fed ocorre após o Banco Central dos Estados Unidos pausar o ciclo de aperto monetário na reunião da semana passada.

Além dele, cinco integrantes do Federal Reserve têm falas agendadas para hoje. Os investidores estarão atentos aos comentários para obter mais clareza sobre as expectativas dos formuladores de políticas para as taxas de juros e a economia.

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Na Europa, os mercados operam sem direção definida, depois que os dados de inflação do Reino Unido vieram acima do esperado.

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Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgará sua decisão de política monetária. O mercado é unânime em apostar que a taxa Selic será mantida em 13,75%, patamar no qual está desde setembro do ano passado.

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Além disso, após pedido de vista, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou para esta quarta, a partir das 8h30, a votação do projeto de lei que estabelece o novo arcabouço fiscal. Se aprovado na CAE, o texto segue para o plenário do Senado.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA têm leve baixa nesta manhã de quarta-feira, com investidores à espera de falas do presidente do Fed, Jerome Powell, perante o Congresso norte-americano, em busca de mais pistas sobre os rumos dos juros no País.

Na conclusão da reunião do banco central na semana passada, os formuladores de políticas indicaram que poderia haver mais dois movimentos de um quarto de ponto percentual no horizonte este ano.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com baixa em sua maioria, acompanhando os movimentos das ações em Wall Street na véspera, uma vez que dois dos principais índices chineses perderam terreno em meio a quedas nos setores de tecnologia e outros.

Os mercados da China continental foram todos mais fracos, com o índice de Shenzhen caindo 2,18% e encerrando o dia em 11.058 pontos, arrastado pelas ações de educação e tecnologia e liderando as perdas na região. O Shanghai Composite caiu 1,31%, fechando em 3.197 pontos e registrando seu terceiro dia consecutivo de perdas.

Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu cerca de 2%, principalmente devido às ações de saúde e tecnologia.

No Japão, o Nikkei 225 foi o único índice importante no azul, pois reverteu as perdas anteriores e subiu 0,56%

Europa

Os mercados europeus operam mistos nesta manhã de quarta-feira, depois que dados de inflação do Reino ficaram acima das expectativas.

A inflação anual de preços ao consumidor foi de 8,7% em maio, o mesmo nível de abril, ligeiramente acima dos 8,4% previstos por uma pesquisa da Reuters.

A taxa mensal também ficou inalterada, em 0,6%. Já o núcleo da inflação – excluindo energia e alimentos – acelerou para 6,5%, de 6,2%. Isso ocorre antes do anúncio de política monetária do banco central do Reino na quinta-feira.

A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, por sua vez, informou que o mercado automotivo da UE cresceu 18% de janeiro a maio de 2023.

Commodities

As cotações do petróleo recuam pela terceira sessão consecutiva, com o dólar se fortalecendo com a recuperação do mercado imobiliário dos EUA, enquanto persistem os temores de que o estímulo monetário pode não ser suficiente para reviver o crescimento na China.

Os preços do minério de ferro na China caíram no pregão desta quarta-feira, ainda repercutindo os cortes modestos nas taxas de juros chinesas que desapontaram investidores que esperavam por um suporte mais amplo, especialmente para o fraco setor imobiliário.

Bitcoin

2. Agenda

A agenda desta quarta-feira é marcada pela decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. O mercado é unânime em apostar que a Selic será mantida em 13,75%, patamar no qual está desde setembro do ano passado.

“O Copom deve manter a taxa estável na reunião de junho e ajustar sua comunicação, mas ainda não deve sinalizar que um corte nos juros está próximo”, diz Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú. “Em nossa visão, o alívio monetário vai ocorrer gradualmente”. O banco prevê cortes somente a partir da reunião de setembro.

Brasil

9h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, tem reunião com representantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (fechado à imprensa)

10h30: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, participa do seminário “Reforma Tributária: A Hora é Agora – Painel 2: O Desafio Político da Reforma Tributária” – Evento da Esfera Brasil

14h30: Lula tem Audiência com o Ex-Primeiro-Ministro da República Italiana Massimo D’Alema

17h15: Lula tem reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, em Roma

18h30: Copom decisão de política monetária

19h30: Lula tem encontro com papa Francisco, no Vaticano

23h: Lula tem reunião com o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri

EUA

11h: Discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, perante comitê da Câmara dos Representantes

17h30: Estoques de petróleo semanal – API

3. Noticiário econômico

Governo prorroga por 15 dias desconto de carros a pessoas físicas

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prorrogou por 15 dias a exclusividade do programa de venda de carros com créditos tributários para pessoas físicas.

A medida foi publicada na última terça-feira (20) em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

Apesar da prorrogação no programa de veículos, o MDIC esclarece que nada mudou nos programas para ônibus, vans e caminhões. As empresas poderão comprar esses veículos com desconto a partir desta quarta-feira (21).

Votação do arcabouço fiscal na CAE acontecerá nesta quarta-feira

Após pedido de vista, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou para esta quarta, a partir das 8h30, a votação do projeto de lei que estabelece o novo arcabouço fiscal. Se aprovado na CAE, o texto segue para o plenário do Senado.

O relator Omar Aziz (PSD-AM) apresentou seu parecer ontem (20) e propôs uma série de alterações em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados. Apesar de elogiar a “essência do projeto”, Aziz argumentou que “toda lei complexa como esta tem sempre necessidade de correções ou melhorias, mesmo mantendo o eixo principal. Existem pontos que precisam de correção, não muitos, mas existem”.

Além de retirar o Fundeb e o Fundo Constitucional do Distrito Federal das regras fiscais do arcabouço, Omar Aziz acatou emenda que retirou do arcabouço os gastos com ciência, tecnologia e inovação.

4. Noticiário político

Lira quer votar arcabouço, Carf e reforma tributária a partir de julho

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse que a Casa só deve votar a partir de 4 de julho o novo arcabouço fiscal alterado pelo Senado, bem como o projeto que reformula o Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). Apesar da concentração de votações, ele manteve a promessa de votar a reforma tributária na primeira semana do próximo mês.

Segundo Lira, a ideia é fazer um esforço concentrado na primeira semana de julho para votar os três temas. “Queremos fazer uma semana intensiva. Discutiremos Carf, arcabouço e reforma tributária”, declarou.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR4)

A Petrobras, em relação às notícias veiculadas na mídia, nega que tenha recebido qualquer tipo de instrução ou diretriz para barrar ou fechar outro tipo de operação com a Braskem.

A estatal reafirmou que não há qualquer decisão da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração em relação ao processo de desinvestimento ou de aumento de participação na Braskem ou de qualquer outra empresa.

Cemig (CMIG4)

A Cemig (CMIG4) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 426,7 milhões, equivalentes a R$ 0,19390740496 por ação, a ser compensado com o dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2023.

Farão jus os acionistas detentores de ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) no dia 23 de junho.

WEG (WEGE3)

A WEG (WEGE3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 244,6 milhões, correspondente a R$ 0,058294118 por ação, aos titulares de ações emissão da companhia em 23 de junho de 2023.

De 26 de junho de 2023 em diante, as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio”.

O pagamento de JCP ocorrerá em 16 de agosto de 2023. 

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)