“Decepção” com venda de iPhones contamina mercado internacional e derruba ações de fornecedoras

A Dialog Semiconductor recuou 2,5% após queda de 14% em abril por temores de que a própria Apple produza alguns de seus componentes

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SÃO PAULO – Os resultados da Apple no primeiro trimestre do ano não agradaram os investidores e provocam questionamentos sobre as condições de a companhia entregar melhores resultados a curto e médio prazos. Enquanto alguns analistas questionam se a gigante fabricante de smartphones e outros produtos tecnológicos atingiu o “teto” na China, acionistas de companhias fornecedoras trataram de reajustar posições no pregão desta quarta-feira. Foi este o caso de ao menos duas empresas com ações negociadas nas bolsas europeias, que viram seus papéis sofrerem forte desvalorização neste pregão.

A Dialog Semiconductor recuou 2,5% após queda de 14% em abril por temores de que a própria Apple produza alguns de seus componentes. “A Dialog vem tentando diversificar há vários anos para diferentes fontes, mas infelizmente se sua relação fundamental é com a Apple e isso é porque você tem grandes produtos, há risco e oportunidade muito alinhados”, disse o analista de tecnologia da Northern Trust Neil Campling.

A AMS recuou 1,2% e a STMicro teve queda de 1,8%. As ações do varejista de luxo alemã Hugo Boss recuaram 2,86 por cento depois que as vendas online caíram 27% devido ao menor número de visitantes no site. O pessimismo contaminou outras ações e contribuiu para o dia de leves perdas de alguns dos principais índices acionários do velho continente. O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,04%, a 1.528 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,04%, a 389 pontos.

A Apple reportou um novo trimestre de declínio de receitas de iPhones na China. Segundo analistas do mercado, os números gerais apresentados na última terça-feira (2) bateram as expectativas, mas a venda menor de smartphones prejudicou as receitas registradas. Entre janeiro e março deste ano, o lucro da companhia cresceu 4,9%, para US$ 11,03 bilhões.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.