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SÃO PAULO – A equipe de análise do Itaú BBA voltou a cobrir as ações do setor elétrico, um dos setores mais atrativos da Bovespa em termos de pagamento de dividendos. Em um extenso relatório divulgado na última terça-feira (17), os analistas Paula Kovarsky e Gabriel Leara trouxeram projeções para 9 importantes companhias do setor, colocando a Light (LIGT3) como a “top pick” do setor. Cemig (CMIG4), Tractebel (TBLE3) e Renova (RNEW11) aparecem classificadas como ações que devem ter uma performance acima da média do mercado. No sentido oposto, eles sugerem que o investidor evite os papéis de Cesp (CESP6) Energias BR (ENBR3) e Eletropaulo (ELPL4).
Das top picks, chama atenção a perspectiva de potencial de upside de 49% para as ações da Light, o melhor cenário do setor mesmo se a companhia entregar apenas metade de sua meta de redução de perdas, e 24% para as da Cemig. Já do lado da Tractebel, a equipe de análise do banco ressalta os recentes sells-off e o aumento de posições vendidas fizeram das ações da empresa uma “boa opção para navegar nas tormentas de 2014”, enquanto a Renova chama atenção por sua tentativa de ganhar exposição de crescimento ao segmento de energia eólica. Enquanto isso, espera-se que as ações de AES Tietê (GETI4) e Copel (CPLE6) tenham desempenho em linha com a média do mercado.
Na ponta de baixo das recomendações dos analistas do Itaú BBA, aparecem as ações de Eletropaulo, com as piores perspectivas do setor, seguidas de Energias BR e Cesp. Para a lanterna do ranking, Kovarsky e Leara destacam as responsabilidades da companhia no quesito “balanço de pagamentos”, que pode prejudicar nos resultados da Eletropaulo. “Um sentimento mais favorável em relação às responsabilidades no quesito poderia desbloquear valor para os acionistas”, afirmam. Já para Energias BR, o relatório do banco não espera cenário de upside algum com o existente portfolio de geração e distribuição, ou com o recente crescimento gerado pela joint-venture com a Eneva (ENEV3) e o CTG.
Dividentos elevados? Cuidado
O caso da Cesp é mais curioso e confirma a tese de que investimento gerador de elevados dividendos nem sempre é um bom negócio. Apesar das expectativas dos analistas seja de que a companhia entregue 20% em proventos no ano que vem e em 2015. “Em nossa visão, o ambiente favorável para preços para o re-contrato da Cesp até a metade de 2015 e os dividendos a serem pagos por conta disso estão agora mais do que precificados”, argumenta o par de analistas.
Na sequência do ranking do pagamento de dividendos no ano que vem, aparecem Cemig, com projeções para proventos de 15%, AES Tietê, com 13% e Energias BR, com 10%.