De volta a normalidade, “índice do medo” cai 40% com resolução de abismo

O VIX mede a oscilação de preço entre as opções negociadas na bolsa de Chicago - voláteis por natureza -, permitindo identificar o "pânico" no mercado

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SÃO PAULO – O mercado voltou a respirar aliviado nesta semana, após o congresso norte-americano aprovar um acordo que permitiu que o “abismo fiscal” fosse evitado. Com isso, o VIX, chamado de “índice do medo”, despencou de 23,23 pontos na sexta-feira (28) para 13,78 pontos nessa sexta-feira (4) – queda de 40,77%. 

O VIX mede a oscilação de preço entre as opções negociadas na bolsa de Chicago – voláteis por natureza -, permitindo identificar o “pânico” no mercado. A luz amarela é acesa quando o índice supera os 20 pontos, que havia sido violado na semana passada, um sinal de que a volatilidade aumentou com o nervosismo presente no mercado.

O abismo fiscal foi considerado um dos eventos mais marcantes dos últimos anos: ele era uma combinação de uma elevação de impostos conjuntamente com o corte de gastos. O governo dos EUA, porém, apenas adiou o verdadeiro problema: o teto da dívida ainda será debatido e poderá ter efeitos ainda mais destrutivos. 

Para Pedro Amaro, da Pax Corretora, o que acabou sendo aprovado – e que impulsionou a bolsa nessa semana – era fácil e esperado de passar no Congresso e que a verdadeira briga ainda está por vir. “Ainda tem muita água para rolar em meados de fevereiro [época estimada para que o país precise elevar o teto], a briga vai ser muito difícil”, destaca. O ponto fundamental será eliminar o déficit norte-americano para que o país não precise se endividar. 

Atualmente, o país deve US$ 16,32 trilhões e a dívida cresce em cerca de US$ 1 trilhão por ano. Com essas preocupações em mente, a forte alta do primeiro pregão do ano pode ser perigosa: “No momento é só euforia, mas tem vários fatores que puxam a bolsa, que já vinha em um rali muito forte”, afirma Amaro.