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SÃO PAULO – A euforia observada nos mercados internacionais nesta terça-feira (15) pode ter vida curta, dependendo dos sinais apresentados pelos indicadores que serão divulgados na próxima sessão.
Pela manhã, a evolução abaixo das expectativas da inflação ao produtor norte-americano elevou as apostas em um fim definitivo para o ciclo de aperto monetário nos EUA, impulsionando as bolsas naquele país e no Brasil.
Na quarta-feira, no entanto, a divulgação dos números da inflação ao consumidor e da Produção Industrial nos Estados Unidos pode mudar o quadro, ou, quem sabe, confirmá-lo.
À espera de um sinal
Em sua última reunião, o Fomc interrompeu o ciclo de elevação da taxa básica de juro norte-americana, após dois anos de ajustes.
A fragilidade do cenário macroeconômico, no entanto, fez com que o comitê deixasse em aberto a possibilidade de retomar a campanha de alta nas taxas, afirmando que esta dependeria da evolução dos indicadores.
Tal possibilidade preocupou o mercado, que esperava o fim do aperto, mas que viu apenas uma pausa, a qual pouco ajudou na diminuição das incertezas.
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Boas perspectivas
Se depender do investidor norte-americano, porém, o fim do aperto nos Estados Unidos já pode ser decretado.
De acordo com os mercados de juros futuros do país, a chance de uma elevação da Fed Funds Rate na próxima reunião do comitê é de apenas 38%.
No mesmo sentido, a possibilidade de um novo aumento até o final de 2006, que era de 90% na última semana, também começa a cair e já está em cerca de 65%.