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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou queda de dois pontos-base, atingindo 235 pontos nesta terça-feira (22). O mercado esteve atento ao noticiário europeu e norte-americano, com destaque para a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, que veio pior do que as expectativas dos analistas.
Contribuindo com o clima de incerteza entre os investidores, a Fitch alertou que pretende revisar as projeções de déficit público para o Estados Unidos, o que pode vir a mudar a nota de crédito dos EUA. O comunicado veio em reflexo a falta de avanço nas negociações para a redução dos gastos públicos do país.
Ainda no final do dia, o mercado repercutiu a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), realizada no início deste mês, mostrando que as autoridades norte-americanas começaram a debater sobre a adoção de uma meta para a inflação no país. Alguns dos membros do Comitê afirmaram que a atual conjuntura econômica dos EUA exige uma política mais expansionista, porém, algo neste sentido apenas seria revelado mais à frente.
Europa no radar
Apesar da grande quantidade de notícias norte-americanas, a Europa continuou no radar dos investidores. A Espanha realizou um novo leilão de títulos públicos e irá pagar os maiores juros para estes bonds desde 1997, patamar que também encontra-se acima daquelas exigidas para resgate de países da Zona do Euro, como Grécia e Portugal.
Já na parte da tarde, o FMI (Fundo Monetário Internacional) autorizou uma linha preventiva de liquidez, que vai agir como um seguro contra choques futuros e como uma janela de liquidez de curto prazo para atender às necessidades dos países em crise. A notícia serviu para melhorar os ânimos dos investidores, contribuindo para o movimento volátil das bolsas internacionais.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,08% na noite desta terça-feira, cotado a 130,60 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 235 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.