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SÃO PAULO – O dólar segue movimento de valorização nesta terça-feira (2), cotado a R$ 1,5665, alta de 0,37%. A moeda parece aguardar a definição do cenário externo por conta da renegociação do teto da dívida norte-americana, que ainda aguarda aprovação no Senado, após passar pelo crivo da Câmara na véspera. A expectativa, contudo, ´[e de que o projeto seja aprovado sem grandes resistências.
Ainda nos EUA, os indicadores divulgados nesta manhã não animaram o mercado e ainda sinzalizam a fragilidade da economia norte-americana.
Da Europa, na Grécia, apesar de a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) ver progressos no progresso do programa de reformas do governo grego, o alerta é que será preciso que o governo consiga fazer um exercício delicado, como provar aos mercados sua determinação em reduzir a dívida, mas também convencer a população de que os sacrifícios pedidos hoje são necessários para uma economia mais sólida no futuro.
Plano Brasil Maior
Por aqui, há pouco foi lançado pela presidente Dilma Roussef, em Brasília, o Plano Brasil Maior. Idealizado para o período 2011-2014 o plano tem o objetivo de aumentar a competitividade dos produtos nacionais a partir do incentivo à inovação e à agregação de valor.
Neste sentido, as medidas do Brasil Maior, que preveem desoneração das exportações, poderão enfraquecer o real frente ao dólar para ganhar competitividade no mercado externo, segundo apontam analistas do mercado. Este pacote atende à pressões de setores da economia como a indústria.
Banco Central
O Banco Central (BC) realizou nesta terça-feira um leilão para compra de dólares no mercado à vista. Segundo comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, operação aconteceu entre 12h20 e 12h25, com taxa de corte foi de R$ 1,568.
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Ainda nesta manhã, durante evento em SP, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que a autoridade montária permanece vigilante e não hesitará em adotar medidas, se necessário, para garantir a convergência da inflação para o centro da meta em 2012, “O Brasil é um dos países mais ativos no combate à inflação,” afirmou.
Tombini disse que a solidez da economia brasileira torna o real um importante ativo, tanto para alocação de recursos quanto para a diversificação do risco. Ainda na opinião do presidente do BC, o Brasil é hoje um pólo de atração de capital tanto para investimento de longo prazo quanto para especulação de curto prazo.
Por fim,Tombini acredita que o real sofre também com pressão de posições alavancadas e especulativas que podem podem colocar em risco nosso sistema financeiro.