De olho na Grécia e sem indicadores relevantes, bolsas externas caem

Lá fora, EUA e Europa não têm grandes divulgações nesta data, ao contrário do Brasil, que tem boletim Focus e balança comercial

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SÃO PAULO – Depois de fecharem o pregão da véspera sem uma tendência definida, as bolsas externas operam majoritariamente em queda nesta segunda-feira (6), dia em que os investidores devem voltar as atenções para a Grécia, sem grandes divulgações nos Estados Unidos, e com os brasileiros de olho no boletim Focus.

Na sexta, os pregões na Europa fecharam em alta, diante do anúncio de um plano de austeridade fiscal rígido na Grécia, mas nesta segunda eles operam em território negativo, ainda pressionados pelo cenário econômico conturbado.

Os Estados Unidos, que viram suas bolsas em queda na véspera por conta do relatório do emprego, que mostrou fraco desempenho do mercado de trabalho norte-americano, presenciam uma queda nos contratos futuros dos principais indicadores da bolsa, com destaque para o Dow Jones, que opera estável. O país não traz nenhum importante indicador econômico na agenda desta segunda.

No Brasil, por outro lado, a agenda conta com indicadores relevantes. O ICS (Índice de Confiança de Serviços), da Fundação Getulio Vargas, apresentou queda de 1,4% entre abril e maio de 2011, ao passar de 135,3 para 133,5 pontos. Mais tarde, o Banco Central divulga o boletim Focus, que calibra as expectativas dos investidores, ao analisarem o que o mercado espera para a inflação. Outros indicadores do dia são vendas e produção de veículos automotivos de maio, pela Anfavea, e os números da Balança Comercial referentes à primeira semana de junho.

Na Europa, dívida fiscal dos países no radar
Entre as ações, destaque negativo para os bancos e para as companhias aéreas. A agenda de indicadores econômicos da Europa desta data é escassa, e não traz nenhum dado de maior peso para o mercado. 

Para o analista sênior do Danske Bank, Sverre Holbek, os países da periferia da Zona do Euro vão ganhar destaque devido à notícia de que um acordo para um segundo pacote de facilidades para a Grécia está para ser divulgado. “De acordo com os oficiais da Zona do Euro, o novo pacote deve ser constituído, por um lado, por mais fundos da União Europeia financiando o país via EFSF (European Financial Stability Facility) e, por outro, através de uma voluntária rolagem de dívida feita por investidores privados que estão com débitos que logo chegarão à maturidade”.

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Em Portugal, o partido de centro-direita PSD saiu vitorioso nas eleições gerais de domingo. Mas os números preliminares indicam que o partido terá de fazer coalizão para obter maioria absoluta no Parlamento. “O mais provável é que faça um acordo com o CDS, também de direita. A expectativa é de que essa nova coalizão tenha maior facilidade para aprovar as medidas de austeridade necessárias para a obtenção de acordos com o FMI”, diz a LCA.

Ásia em queda adequando aos EUA
O índice Nikkei encerrou em queda o pregão de segunda, pressionado pelo Relatório de Emprego nos EUA, que confirmou as expectativas por números fracos após as decepções com o Initial Claims e o ADP Employment.

No cenário corporativo japonês, o destaque – pela ponta negativa – fica por conta das ações da Tokyo Electric Power, que despencaram após o presidente da Tokyo Stock Exchange, Atsushi Saito, revelar que a companhia deveria ser posta em um programa de proteção contra falência.

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Enquanto isso, as bolsas de Hong Kong e Xangai estiveram fechadas para negociações devido à comemoração de um feriado nacional. No entanto, as especulações sobre um aumento na taxa básica de juro para conter a alta dos preços no país continuam, uma vez que o CPI (Consumer Price Index) para maio, tomado como a medida da inflação, será anunciado nesta semana.