Destaques da Bolsa

Daycoval dispara 20% após proposta de OPA; Cemig cai 4% e blue chips azedam

Confira os destaques da Bovespa nesta quinta-feira (25)

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Daycoval (DAYC4, R$ 9,16, +19,90%)
As ações do Banco Daycoval disparam após a companhia anunciar ao mercado que pretende fazer uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) pelas ações com intuito de cancelamento de registos da companhia. 

Segundo fato relevante divulgado na quarta-feira (24) após o fechamento o mercado, os controladores – Sasson Dayan, Salim Dayan, Carlos Moche Dayan, Morris Dayan e Rony Dayan – querem pagar R$ 10,00 por ação, o que equivale a um prêmio de 30,89% em relação a cotação de fechamento das ações  que foi de R$ 7,64.

O alvo da OPA são 62.009.312 ações e levando em conta o preço por ação, de R$ 10,00, o preço desembolsado pelos acionistas será de mais de R$ 620 milhões. Porém a oferta será realizada somente se o valor correspondente ao piso da faixa do preço por ação for igual ou inferior ao preço por ação. 

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O motivo da OPA é a baixa liquidez da ação e que o cancelaramento de registro e a saída do nível 2 do mercado resultará em benefício ao acionista minoritário.

Analistas do BTG Pactual calculam, em relatório, o valor total da transação em cerca de
R$ 620 milhões, se oferta for totalmente aceita por minoritários. O BTG espera que maior parte da oferta seja financiada pelos controladores e o processo completo pode
demorar 4-6 meses.  “Não vemos capital ratio do banco caindo abaixo de 16% após transação”.

Cemig (CMIG4, R$ 11,57, -3,99%)
As ações da Cemig tentaram uma recuperação no início da sessão, chegando a subir um pouco mais de 1%, mas logo voltaram a registrar expressiva baixa. Ontem, as ações da companhia despencaram 8%, em meio à decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de negar pedido de renovação de concessão da hidrelétrica de Jaguara. Em comunicado, a companhia disse que respeita a decisão e aguarda a publicação do resultado do julgamento para tomar as medidas judiciais cabíveis. Desde a decisão, as ações da Cemig já caíram 11,83%. 

O Santander afirma que a notícia é negativa “já que companhia terá menos energia para vender no mercado à vista e compensar o impacto negativo do déficit da produção hidrelétrica”. Assim, os investidores provavelmente pedirão uma nova estratégia da
administração para o futuro da Cemig “já que o guidance divulgado em maio inclui a renovação dos contratos de concessão”. 

BTG (BBTG11, R$ 29,52, -1,11%)
O BTG Pactual vê suas ações registrarem nova baixa após caírem 3,7% ontem na Bovespa. Ontem, as ações haviam caído em meio a notícia de que um bilhete de Marcelo Odebrecht destinado aos seus advogados e que foi apreendido citava o nome de André Esteves, controlador e presidente do BTG Pactual.

Vale e siderúrgicas
As ações das companhias mineradoras e de siderurgia registram queda nesta sessão. A Vale (VALE3, R$ 19,40, -2,02%; VALE5, R$ 16,66, -2,29%), Gerdau (GGBR4, R$ 7,49, -0,93%), CSN (CSNA3, R$ 5,46, -2,15%) e Usiminas (USIM3, R$ 15,67, -1,38%; USIM5, R$ 4,35, -1,14%). Vale destacar que o minério de ferro registrou baixa de 0,54%, a US$ 62,19, no porto de Qingdao. 

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No noticiário do setor, a Gerdau suspenderá temporariamente os contratos de 100 trabalhadores da sua fábrica em Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O motivo da suspensão é a baixa demanda, já que o principal cliente é a indústria automobilística, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Marfrig (MRFG3, R$ 5,36, -2,55%)
Após registrar forte alta de 46,87% desde o dia 8 de junho e ver seus papéis subirem ainda mais após a venda da Moy Park para a JBS, as ações da Marfrig registram seu segundo dia de baixa na Bovespa.  

Na segunda, analistas ressaltaram que a venda é positiva para a Marfrig, já que ajuda a diminuir sua alavancagem, e neutra para a JBS. Na ocasião, o Bank of America Merrill Lynch elevou a recomendação da Marfrig de underperform (desempenho abaixo da média) para compra, com novo preço-alvo de R$ 7,00 por ação. 

Marcopolo (POMO4, R$ 2,42, -2,81%)
As ações da Marcopolo registram queda forte hoje. No radar da empresa, o Conselho 
de Administração aceitou pedido do diretor geral, José Rubens de la Rosa, para antecipar seu processo sucessório, tendo nomeado Francisco Gomes Neto em sua substituição.

Gomes Neto, anteriormente vice-presidente das Américas da Mann Hummel, passará a exercer a função a partir de 3 de agosto, segundo comunicado divulgado pela Marcopolo nesta quinta-feira.

Petrobras (PETR3, R$ 14,45, -1,16%; PETR4, R$ 13,02, -1,36%)
As ações da Petrobras registram baixa, com o mercado apreensivo pelo plano de negócios da companhia. Segundo o Globoa Petrobras vai alterar a forma de divulgação dos próximos planos de negócios. No lugar de uma entrevista coletiva com executivos da estatal e detalhamento de todos os pontos, haverá apenas a publicação na internet, como fazem outras companhias, para evitar o acesso de pontos estratégicos da petroleira para os concorrentes.

A diretoria da estatal apresentará ao conselho de administração três propostas de corte nos investimentos para o período de 2015 a 2019: R$ 44,1 bilhões, R$ 66,2 bilhões e R$ 88,2 bilhões.

Telefônica (VIVT4, R$ 43,64, +1,25%) e TIM (TIMP3, R$ 10,48, +0,38%)
Em um dia negativo na Bovespa, as ações do setor de telefonia registram leves altas. 
O tema da consolidação no setor de telecom voltou à cena depois que a francesa Vivendi informou que elevou sua participação na Telecom Italia, tornando-se a maior acionista da empresa controladora da TIM, possuindo agora 14,9% das ações ordinárias da Telecom Italia, e substituiu a Telefónica como a maior acionista da companhia.

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Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Serao presidente-executivo da Vivendi, Arnaud de Puyfontaine, não descartou a venda da TIM Brasil: “somos muito abertos e flexíveis: o importante é tomar uma decisão que traga valor no longo prazo”. 

Bancos 
Em meio ao cenário de tensão com relação à Grécia e os números piores do que o esperado com relação à economia, com destaque hoje para a queda da arrecadação de impostos, em 4%, os bancos têm um novo dia de queda.

Itaú Unibanco, Bradesco (BBDC3, R$ 27,48, -1,22%; BBDC4, R$ 28,29, –1,77%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,50, -1,59%) e Santander (SANB11, R$ 16,56, -1,84%) têm um novo dia de queda na Bovespa.