Dasa esclarece acerca de aquisição da MD1 e agrada analistas

Companhia aprofunda questões levantadas com comunicado de incorporação divulgado em setembro

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SÃO PAULO – Após reunião do Conselho de Administração, a Dasa (DASA3) divulgou comunicado no qual esclarece acerca dos principais pontos levantados na divulgação da incorporação das ações da MD1 Diagnósticos em setembro deste ano.

O comunicado aponta que a assembleia geral extraordinária que visa aprovar a incorporação ocorrerá no próximo dia 23 de dezembro, e deverá ser responsável pela confirmação do aumento de capital em decorrência da operação em R$ 1.832.043.519,75, com base na cotação de R$ 22,29, que é a média ponderada por volume dos preços médios diários dos 20 pregões anteriores a 7 de dezembro.

Valor econômico supera aumento de capital
O valor econômico da MD1, segundo laudo de avaliação, é de R$ 1.976.705.672,35, portanto superior ao aumento de capital. A Dasa também pagará 88.232.263,45 pelas participações minoritárias em três empresas que fazem parte da MD1.

O comunicado informou também que o custo da operação de incorporação está estimado em R$ 10 milhões, incluindo honorários de auditores, avaliadores, advogados e publicações.

Enquanto isso, o ágio resultante da operação de aquisição será de 1.815.124.467,37 e deverá ser amortizado fiscalmente pela Dasa, com condições de aproveitamento do ágio sendo avaliadas posteriormente pela companhia.

Governança
Nos aspectos que concernem à governança corporativa, os acionistas da MD1 se compremeteram a eleger apenas um membro do conselho de administração no período entre a incorporação e a assembleia geral extraordinária de 2011, bem como eleger dois membros do mesmo colegiado entre agosto de 2011 e agosto de 2013.

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Os acionistas também ficaram impossibilitados de negociar suas ações dentro 48 meses e ainda terão limitados seus votos em assuntos de conflitos de interesse.

Visão de analistas é positiva
Segundo análise de Iago Whately e Caio Walter, do Banco Fator, as definições mais aprofundadas pelo comunicado são positivas, uma vez que consegue contornar as dificuldades relacionadas às negociações com os acionistas da MD1.

Os analistas destacaram que a possibilidade da Dasa fazer uso de ativos de acionistas da MD1, como equipamentos, em hospitais da Amil, deverá ampliar a oferta de serviços para usuários da empresa, o que pode estimular a reação de concorrentes, dado que caracteriza associação entre as companhias.

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Riscos: benefícios fiscais do ágio
Whately e Walter lembram ainda dos riscos que envolvem as operações de benefícios fiscais do ágio, principalmente após a autuação da BM&FBovespa (BVMF3) pela Receita Federal, em decorrência de discordâncias na forma do cálculo do valor da amortização fiscal do ágio.

Recomendação
Por fim, os analistas do Banco Fator mantém a recomendação atraente para as ações da Dasa, com preço-alvo de R$ 17,70 para dezembro de 2010.

Este valor representa um potencial teórico de desvalorização de 21,8%, com base no fechamento da sessão de 8 de dezembro.