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SÃO PAULO – O BCE (Banco Central Europeu) se reúne na próxima quinta-feira (8) para decidir sobre possíveis alterações na taxa de juro ou em medidas para estimular o sistema financeiro. No entanto, o Danske Bank acredita que a instituição deve manter suas ações inalteradas neste encontro.
Os motivos listados pelo economista Frank Hansen são a melhora da confiança do mercado na economia global, balizada em dados econômicos mais positivos, principalmente nos Estados Unidos. A junção de preços em alta do petróleo – na cotação em euro, a commodity está na máxima histórica – e de enfranquecimento da moeda europeia, por sua vez, devem puxar a inflação para cima.
De acordo com as estimativas do banco, o índice de preços na Zona do Euro agora é esperado em níveis maiores, em avanço de 2,2% para este ano, contra 2% anteriores, e de 1,8% em 2013, frente a 1,5%. Os produtos relacionados à energia têm pressionado o indicador, mas Hansen acredita que Mario Draghi, presidente do BCE, ainda crê que o risco é reduzido, por causa do ambiente de menor crescimento.
Refinanciamento
Depois de injetar mais de € 1 trilhão no sistema financeiro europeu, a autoridade monetária pode ter acabado com seus programas de refinanciamento de longo prazo. O Danske classifica essas operações como “o maior experimento da história”, considerando que os bônus de curto prazo já foram positivamente afetados, e o fluxo já começa a afetar aqueles com vencimento maior.
O relatório da instituição lembra que alguns membros do BCE, como o presidente do alemão Bundesbank, temem que haja um processo de excesso de dinheiro oferecido. No entanto, Hansen crê na possibilidade de Draghi já anunciar que, no futuro, essa sobra seja absorvida pelo Banco Central, caso seja necessário controlar a inflação, por exemplo.
Exatamente por conta dessas opiniões é que o banco não vê mais espaço por enquanto para outro LTRO (Operação de Refinanciamento de Longo Prazo, na sigla em inglês). “Mas ele [Draghi] nunca descartaria essa possibilidade por completo”, diz o analista.
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Previsões
Mesmo que seja muito cedo para que as estimativas da autoridade monetária para a economia europeia subam, frente à reunião de dezembro do ano passado, há a possibilidade de que seus membros já se mostrem mais otimistas.
No final de 2011, a perspectiva era de crescimento da economia em 0,3% durante 2012, e de 1,3% em 2012. O Danske vê uma probabilidade de que haja uma pequena revisão para cima nas projeções referentes ao ano que vem.