Danske avalia impactos que o desastre japonês poderá ter sobre commodities

No Japão, a perspectiva é de que aumente a demanda por gás natural e combustíveis para compensar perdas nucleares

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SÃO PAULO – Os mercados de commodities reagiram negativamente aos desastres naturais recentemente ocorridos no Japão, uma vez que o apetite por risco evaporou após o terremoto e o tsunami que devastaram o país. Além disso, a expectativa é que a demanda japonesa  por óleo, gás natural e aço, por exemplo, fique estagnada no curto prazo, com a parada de várias plantas industriais. A esse respeito, analistas do Danske Research mostram quais as perspectivas para o futuro. 

Basicamente dois cenários são propostos. Em um primeiro, o mercado de commodities voltará ao normal em poucos meses, tendo pouco impacto econômico, a exemplo do terremoto de 1995 que atingiu a cidade de Kobe. 

No entanto, um quadro mais drástico também poderá ocorrer, sobretudo por conta dos riscos envolvendo as usinas de energia nuclear. Assim, no pior dos casos haverá impacto na demanda das commodities no curto prazo e um efeito crucial no mix energético de uma série de países no futuro. 

De todo modo, os analistas não acreditam que o recente desastre terá potencial tamanho que seja capaz de afetar a economia global, sobretudo porque ela se encontra atualmente muito mais robusta. 

Mais importações
De acordo com o Danske, 35% da eletricidade consumida no Japão é proveniente da energia nuclear, e até momento estima-se que de 20% a 30% desta capacidade foi afetada pelo terremoto. 

Em resposta à interrupção na produção, o Japão provavelmente irá aumentar significativamente suas importações de gás natural e combustíveis com baixo teor de enxofre para compensar a produção de eletricidade. No longo prazo, a perspectiva é de que isso sustente os preços do carvão, do petróleo e do gás natural. 

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Perspectivas para metais
Para os metais de base, como aço e ferro, a avaliação é de que os grandes esforços pela frente no sentido de reconstruir o país deverão trazer um temporada de alta demanda, o que eventualmente poderá ser positivo para os metais industriais.

No entanto, isto ocorrerá apenas se o pior quadro não se confirmar. Caso não se confirme, a demanda por metais bem como por energia provavelmente vacilará no curto prazo. 

Fontes de energia
A questão da produção de energia nuclear foi reavivada com os conflitos que surgiram no Oriente Médio e no Norte da África. Em resposta a isso, o presidente norte-americano Barak Obama está trabalhando no sentido de expandir esse tipo de energia, com o objetivo de satisfazer necessidades futuras.

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A volatilidade dos preços do petróleo, consequência dos conflitos na principal região produtora, faz da energia nuclear uma fonte de energia muito mais atrativa do que os combustíveis de origem fóssil. No entando, os analistas do banco pontuam que a situação no Japão colabou para tornar o setor nuclear menos interessante para substituir o petróleo.