Daimler Chrysler poderá unir fábricas da Dakota e Classe A

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

Publicidade

A fábrica do Classe A da Mercedes, em Juiz de Fora, MG, planejada para produzir 70 mil veículos no ano, em três turnos diários, produziu no mês de maio 677 veículos, fazendo que o modelo ficasse com apenas 16% de participação entre os monovolumes do País. Além da capacidade ociosa da linha de montagem do Classe A, a DaimlerChrysler tem outra preocupação, dessa vez em Campo Largo, PR, onde a montadora produzia a picape Dakota.

Com o objetivo de solucionar o problema da queda na demanda, a companhia pretende unir as duas produções em uma só planta, mas ainda não se decidiu por qual estado irá optar. No Paraná, onde termina em 15 dias a licença dos 250 funcionários afastados, a DaimlerChrysler conseguiu adiar por quatro anos o recolhimento do ICMS, e se ocorrer o fechamento da fábrica, ela será obrigada a pagar um total de R$ 120 milhões em impostos.

O modelo popular da Mercedes sofre com a concorrência de outras vans compactas, como a Záfira, da General Motors, do Citroën Xsara Picasso, assim como Scénic, que lidera o mercado com 66% da demanda. O modelo da GM é responsável por 33% das vendas, enquanto o Picasso tem a menor participação, com 8%.

Foram investidos US$ 820 milhões na linha de montagem de Minas Gerais, que produziu 4.370 unidades nos últimos cinco meses de 2001, funcionando em apenas um turno. A meta da Mercedes para o ano é de 12 mil veículos, o que dificilmente será atingido, uma vez que o modelo tem o maior preço entre seus concorrentes, variando entre R$ 35,6 mil e R$ 45,2 mil.

As ações da DaimlerChrysler fecharam o pregão dessa quinta-feira em queda de 0,88%, cotadas a € 54,14. O índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt, onde a companhia negocia seus papéis, encerrou suas atividades em baixa de 0,13%, com 6.184,25 pontos.

Tópicos relacionados