Perspectivas

Dados na China e nos EUA, feriado e política nacional: o que acompanhar na semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

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SÃO PAULO – Apesar da alta das bolsas na sexta-feira, o mercado segue cauteloso sobre os rumos da economia e os impactos do surto do novo coronavírus. Os números recentes na Europa e o plano de reabertura dos Estados Unidos animaram, mas ainda não indicam exatamente que o pior já passou.

Apesar do presidente Donald Trump falar em reabertura de algumas regiões já em 1º de maio, os números nos EUA ainda são preocupantes e não se vê sinais de que isso será realmente possível. Nos últimos dias, inclusive, alguns governos prolongaram o isolamento.

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Entre os indicadores, a agenda externa tem atenção especial para números americanos, que devem seguir mostrando os impactos da covid-19 na maior economia do mundo.

Destaque para o PMI, os pedidos de bens duráveis e das vendas de moradias, que segundo dados da Bloomberg devem registrar fortes quedas.

Ainda no exterior, saem os PMIs da zona do euro e do Reino Unido, que projeções de queda, além dos dados da taxa de referência para empréstimos corporativos na China.

Agenda doméstica

Por aqui, atenção para o feriado na terça-feira de Dia de Tiradentes, que manterá a B3 fechada, mas deverá manter o investidor atento ao cenário externo, já que diariamente as novidades sobre o coronavírus estão movimentando os mercados.

Enquanto isso, Brasília segue no centro das atenções após a conclusão da votação da PEC do orçamento de guerra no Senado, que irá voltar para a Câmara após modificações no texto.

Esse será um importante teste para o governo diante das recentes disputas entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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Segundo a Arko Advice, a Câmara pautou para a próxima quarta-feira a votação de urgência de projeto de empréstimos compulsórios de empresas ao governo, em meio à calamidade pública.

Além disso, o mercado irá acompanhar de perto os primeiros passos de Nelson Teich como novo ministro da Saúde. Em sua posse, ele falou em maior alinhamento com Bolsonaro, mas sendo cauteloso em qualquer sinal sobre fim do isolamento.

Entre os indicadores, a agenda será mais tranquila, mas com dados importantes para acompanhar o efeito da pandemia. Nesse sentido, a pesquisa Focus do Banco Central mostrará como os economistas estão vendo o cenário no futuro.

Saem ainda os dados de contas externas de março e confiança industrial de abril, além da nova quadrissemana do IPC-S, que pode reforçar a visão dos analistas de que devemos ter mais cortes da Selic em breve.

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores.

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