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SÃO PAULO – Depois de fechar o primeiro mês de queda do ano em março, o Ibovespa mostra que os investidores estão temerosos em assumir posições de maior risco, agora que dados antes mais otimistas começam a mostrar uma recuperação mais lenta da economia.
A opinião é da Tendências Consultoria, que ainda cita a diminuição da atividade chinesa como outro motivo pelo qual o mercado inverte o sinal do começo de 2012. Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, também lembra que a situação fiscal complicada da Espanha pode estar mitigando o apetite pelo risco.
Mesmo assim, entre janeiro e março, o benchmark brasileiro fechou com a maior alta para um primeiro trimestre desde 1999. O índice subiu 13,67% e, se comparado com qualquer trimestre, ficou com o melhor desempenho desde o período entre julho e setembro de 2010.
Novo trimestre
Os Estados Unidos terão que provar nesta semana que o começo do novo período será de otimismo, e não de queda intensificada. O relatório ADP Employment será revelado na sexta-feira (6), mas o Danske Bank não acredita em surpresas, com expectativa de 220 mil postos novos no setor privado, e taxa de desemprego inalterada, em 8,3%.
Além disso, nesta segunda-feira (2), houve a divulgação do ISM (Institute for Supply Management) Index, apresentando uma atividade industrial acima da esperada. Os mercados já reagem positivamente na data, registrando alta, e ficam também no aguardo da ata do Fomc (Federal Open Market Committee), na terça-feira (3).
Na Europa, os principais eventos devem ficar por conta das reuniões do BCE (Banco Central Europeu) e do BoE (Bank of England). O banco também prevê a manutenção das taxas de juros e, no caso britânico, do volume do programa de compra de ativos pela autoridade monetária.
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Front doméstico
Por aqui, os investidores ficam de olho na produção industrial referente a fevereiro. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comunica o indicador na terça. Segundo Miriam Tavares, há uma expectativa de que o Governo continue a anunciar novas medidas para estimular o setor.
Por fim, na quinta-feira (5) será conhecido o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo). Mas a diretora da AGK avalia que o índice “não deve trazer problemas, tendo em vista a menor pressão inflacionária no curto prazo”. Nesta segunda, o relatório Focus manteve suas projeções para a inflação oficial.