Economia

Dados fracos de EUA e China são positivos para emergentes, diz Itaú

"Houve melhora generalizada entre emergentes", disse durante encontro com jornalistas, em São Paulo

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O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, afirmou na tarde desta segunda-feira, 18, os dados mais fracos que o esperado das economias desenvolvidas nos últimos meses são positivos para os países emergentes devido à reação dos mercados financeiros aos estímulos que estes países devem empregar para impedir a contração da atividade econômica. “Houve melhora generalizada entre emergentes”, disse durante encontro com jornalistas, em São Paulo.

Na avaliação de Goldfajn, a economia dos EUA desapontou no primeiro trimestre, o que representa um cenário favorável para economias emergentes. “Para países emergentes, como o Brasil, a percepção de taxas de juros mais baixas no curto prazo é muito mais importante do que a percepção de que economias vão se recuperar.” Para ele, no entanto, a atividade econômica norte-americana começou o ano de maneira fraca, o que deve levar o Federal Reserve a elevar a taxa básica de juros apenas em setembro, ou mesmo adiar a alta para a reunião de dezembro ou até posteriormente.

Segundo ele, o mesmo vale para a China, que tem apresentado sinais de desaceleração. Mas as reações de estímulos por parte dos ‘policy makers’ também trazem ventos favoráveis à economia brasileira. “Quando as autoridades agem, os mercados ficam mais tranquilos. Quando eles não estão percebendo, as cosias ficam mais graves”, afirmou o economista-chefe do Itaú Unibanco. Ele destacou, no entanto, que apesar dos mercados financeiros estarem em situação melhor que antes, a atividade econômica não registrou o mesmo movimento. “A atividade ficou em situação mais preocupante”, disse.

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Goldfajn destacou que, para além do cenário externo e em meio aos ajustes propostos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o Brasil, não há mais a percepção anterior de que o País poderia perder o grau de investimento, o que geraria fuga de capital, disparada do câmbio e da inflação, em consequência de um aumento considerável do “risco Brasil”.