Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a fechar em alta, desta vez de 0,24%, terminando a quinta-feira (10) cotado na venda à R$ 1,661. Duas intervenções do Banco Central se aliaram ao cenário negativo externo e à ata do Copom (Comitê de Política Monetária) para elevar o preço da moeda norte-americana no mercado nacional. Pressionou também os rumores de que o governo teria preparado ao longo do Carnaval novas medidas na área cambial, para conter a valorização do real frente ao dólar.
Por aqui, o BC realizou duas intervenções para compra da divisa norte-americana no mercado à vista, a primeira entre às 11h28 e às 11h33, com taxa de corte aceita em R$ 1,6603. A segunda teve início às 15h42 e término as 15h47, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6615.
O BC aproveitou a sessão para a divulgação de novos dados sobre o fluxo cambial, incluindo o acumulado no segundo mês do ano (superávit de US$ 7,419 bilhões) e o resultado dos quatro primeiros dias úteis de março (superávit de US$ 1,424 bilhão).
Ademais, as reservas internacionais da autoridade monetária somavam US$ 310,083 bilhões na última sexta-feira e a posição de câmbio dos bancos ao final de fevereiro era vendida em US$ 12,702 bilhões.
Copom
Todavia, a divulgação da ata do Copom foi o destaque diário, com o comitê avaliando que o quadro inflacionário “não evoluiu favoravelmente” desde sua reunião no primeiro mês do ano, uma mudança em relação à redação do documento anterior, em que constava que a inflação havia “evoluído desfavoravelmente”.
Comentando a respeito da decisão de aumentar a taxa Selic – que agora está em 11,75% ao ano -, o Copom tomou a decisão “dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias”. Agora se espera mais um aumento da taxa de juros básica brasileira, na reunião do comitê em abril, o que deverá colocar mais pressão para valorização do real ante o dólar, com aumento da atratividade da dívida público brasileira.
Continua depois da publicidade
China e Estados Unidos
Ainda na sessão, as duas maiores economias mundiais reportaram números ruins nesta data. Na China, a balança comercial divulgada indicou um déficit de US$ 7,3 bilhões no mês de fevereiro, surpreendendo o mercado.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio do país também divulgou sua balança comercial, que reportou déficit acima do esperado pelo mercado, em US$ 46,3 bilhões. Outro indicador norte-americano a registrar situação pior do que se esperava foi o Initial Claims, que mede os novos pedidos de seguro-desemprego no país, com elevação para 397 mil, ante as projeções de 382 mil.
Dólar fecha cotado à R$ 1,661, alta de 0,24%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6590 na compra e R$ 1,6610 na venda, alta de 0,24% em relação ao fechamento anterior.Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,12% em março. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,31%.
Continua depois da publicidade
Dólar futuro na BM&F também segue em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril, segue o dia cotado a R$ 1,668, alta de 0,36% em relação ao fechamento de R$ 1,662 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em alta de 0,27%, atingindo R$ 1,678 frente à R$ 1,673 do fechamento de quarta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6607000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,90 para maio de 2011, 0,23 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.