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SÃO PAULO – Os dados divulgados recentemente pela ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), referentes ao crescimento no tráfego de veículos nas estradas brasileiras durante o mês de janeiro, ganharam um aval positivo da equipe de análise do HSBC. O banco ainda afirmou que, caso esses números mantenham-se em forte evolução, as premissas em torno da CCR (CCRO3) e da OHL Brasil (OHLB3) poderão ser elevadas em breve.
De acordo com os dados da associação, o tráfego de veículos no primeiro mês de 2010 mostrou um crescimento de 7,12% em relação ao mesmo período de 2009. A expansão é resultado da evolução da circulação de veículos pesados e veículos leves nas rodovias do País, que registraram altas de 13,3% e 5,5%, respectivamente, na mesma base comparativa.
“Estes números mostram uma melhoria considerável nas cobranças de pedágios nas rodovias em comparação aos meses anteriores e ao mês de janeiro dos últimos anos”, afirmam os analistas do HSBC. Contudo, apesar da forte expansão, eles ressaltam que, até certo ponto, o forte desempenho já era esperado. “Os números do PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) divulgados no início de fevereiro já apontavam nessa direção”, esclarecem.
Crescimento de dois dígitos
De acordo com as estimativas do banco, tanto a OHL Brasil como a CCR – as duas maiores empresas do setor no Brasil – deverão reportar no primeiro trimestre de 2010 um crescimento de 6,84% frente ao mesmo período do ano passado. Contudo, em relação ao primeiro mês deste ano, ambas as companhias esperam reportar uma expansão de 10% no total de veículos trafegados em relação a janeiro de 2009.
“Portanto, se eles continuarem crescendo a essas taxas elevadas”, podemos ter que revisar esta tese de investimento no sentido de uma maior elasticidade do PIB (Produto Interno Bruto)”, afirmam os especialistas, ressaltando que, atualmente, eles esperam uma evolução no volume de veículos em torno de 1,2x o PIB do País.
Overweight para CCR, neutro para OHL
Enquanto mudanças não ocorrem em suas premissas macroeconômicas, a equipe de análise da instituição mantém a recomendação “overweight” (acima da média do mercado) para os ativos da CCR, projetando para o final de 2010 um preço-alvo de R$ 40,00 – upside de 4,5% em relação ao fechamento desta quarta-feira. Já para as ações da OHL Brasil, a sugestão permanece neutra, com o preço-alvo de R$ 33,50, sugerindo um downside de 9,2%.