Dados do PIB japonês e comércio exterior da China superam expectativas

Economia do Japão retraiu-se em 1,1%, ao passo que o saldo do comércio exterior chinês avançou cerca de 43,9%

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SÃO PAULO – A manhã desta segunda-feira (14) foi movimentada por alguns dados econômicos na Ásia, com destaque para a divulgação da retração de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) do Japão no quarto trimestre de 2010 e para o salto de 43,9% no saldo do comércio exterior da China em janeiro.

Apesar de a economia japonesa registrar o primeiro resultado trimestral negativo desde o terceiro trimestre de 2009, analistas esperavam uma contração ainda maior. Segundo os dados anualizados e ajustados sazonalmente, os gastos do consumidor tiveram queda de 0,7% no trimestre e as exportações caíram 0,7%.

Alguns fatores podem ter pressionado estes números, tais como o fim de subsídios – como no setor automobilístico – e uma valorização do iene frente às moedas internacionais, fato que prejudica as vendas internacionais e reduz os ganhos na hora de converter os lucros no exterior para a moeda local.

Deste modo, confirma-se o fato de que a China superou o Japão como a segunda maior economia do globo, uma vez que o PIB daquela em 2010 foi de US$ 5,87 trilhões, ao passo que o deste foi de US$ 5,47 trilhões no mesmo período.

China surpreende
Já a China também se destacou, com o anúncio de um incremento de 43,9% no saldo do comércio exterior em janeiro deste ano sobre o de 2010. O indicador alcançou US$ 295 bilhões no último mês, comunicou o governo chinês.

As exportações avançaram em 37,7%, ao passo que as importações incrementaram-se em 51%, o que significa uma queda de 53,5% do superávit comercial no período. “O crescimento das exportações e das importações da China veio excepcionalmente forte, dobrando as expectativas do mercado”, revelou o Société Générale em relatório.

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Segundo o documento produzido pela instituição, o número surpreende ainda mais se for levado em consideração que o valor foi pressionado pela forte base de comparação de janeiro de 2010 e pelo fato de que este janeiro teve menos dias úteis – devido às comemorações do ano novo chinês.

Apreciação do yuan
Os números parciais também indicam que há uma inflação limitada nos preços das exportações, ao passo que o volume importado saltou para diversas commodities, como soja, minério de ferro e petróleo, indica o Société Générale. “O que é novamente preocupante é que o avanço do valor das importações foi quase duas vezes mais rápido que o do crescimento real”, indica o relatório.

Por fim, o Société Générale aponta que a redução dos temores quanto às exportações devem levar o yuan a se apreciar mais rapidamente, de modo a aliviar as pressões inflacionárias.