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SÃO PAULO – As cotações de petróleo voltaram a fechar em queda nesta sexta-feira (5), com dados sobre o mercado de trabalho dos EUA e preocupações sobre a situação do crédito de países europeus prejudicando o sentimento do mercado.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 69,59 na sessão, com queda de 3,52% em relação ao último fechamento. Em Nova York, o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez, caiu 2,66%, terminando a sessão a US$ 71,19.
Indicadores
O nível de desemprego norte-americano, divulgado durante o dia pelo Departamento de Trabalho dos EUA, apontou uma inesperada contração de 0,3 ponto percentual em janeiro, atingindo seu menor patamar desde agosto de 2009, 9,7%. Em contrapartida, houve uma perda de 20 mil postos de trabalho no país, impulsionada pela postura das companhias norte-americanas, que estão priorizando a elevação nas horas trabalhadas à novas contratações. A redução de vagas reflete, em parte, o declínio de empregos no mercado imobiliário, além de cortes nos governos locais e estaduais.
Além dos números referentes ao primeiro mês deste ano, houve revisões nos dados de meses anteriores a janeiro. Em dezembro, havia sido publicada uma perda de 85 mil postos, sendo que agora o apurado é uma perda maior, de 150 mil vagas.
Existe consenso entre os analistas que uma recuperação econômica dos EUA mais consistente só ocorrerá quando o país começar a registrar saldos positivos de criação de postos de trabalho, fazendo com que o relatório desta sexta-feira repercutisse negativamente sobre os mercados da commodity devido as perspectivas de demanda deprimida por um período mais longo.
Ainda nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulgou durante esta tarde o Consumer Credit, que revelou recuo ajustado sazonalmente de US$ 1,73 bilhão no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano em dezembro em relação com o mês anterior. O resultado marca a décima primeira baixa consecutiva do indicador. A queda veio bem abaixo das projeções, que apontavam recuo de US$ 10 bilhões no período. Frente a dezembro de 2008, a retração do Consumer Credit foi de 0,8%.
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Dólar
Paralelamente, a alta da moeda norte-americana frente ao euro também trouxe pressão sobre as cotações de petróleo. Preocupação por parte dos investidores acerca da saúde financeira dos países europeus, mais notadamente Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, motivou a valorização da divisa dos EUA.
Vale lembrar que uma valorização do dólar geralmente se traduz em pressão queda sobre preços das commodities, uma vez que estes são expressos na divisa e pela movimentação dos investidores, que tendem a migrar suas aplicações para alternativas mais rentáveis.