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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas operaram com volatilidade nesta terça-feira, em alta durante a maior parte do pregão. Os índices oscilaram bastante, refletindo as preocupações dos investidores em relação às divulgações de resultados corporativos de empresas dos EUA. No início das negociações, uma queda menor que a esperada para as vendas do setor varejista norte-americano em dezembro assegurou a performance positiva. Depois do fechamento regular do pregão, gigantes de tecnologia devem divulgar seus números do último trimestre do ano passado.
Vendas no varejo norte-americano recuam menos que o esperado
O Departamento de Comércio dos EUA anunciou nesta terça-feira (15/01) que as vendas do varejo nos EUA somaram US$ 295,11 bilhões em dezembro do ano passado, o que representa uma queda de 0,1% em relação a novembro de 2001. O resultado foi melhor que a projeção do mercado que apontava para uma queda de 1,3% no mês. Mesmo porque, ainda que as vendas de automóveis e autopeças tenham atingido as expectativas e declinado em dezembro, o comércio de eletrônicos, roupas e móveis registrou expansão em relação ao mês anterior.
Expectativas de resultados corporativos influenciaram o mercado
Dentre as principias divulgações de resultados desta terça-feira, vale destacar as empresas de tecnologia que estão programadas para anunciar seus números do quarto trimestre de 2001 depois do fechamento regular do pregão. Neste sentido, as bolsas foram fortemente influenciadas pelas expectativas dos investidores em relação aos resultados corporativos.
Assim, as ações da Intel reduziram as perdas no final do pregão, mas fecharam em queda de 0,40%. O banco de investimentos Merril Lynch anunciou que espera que a fabricante de semicondutores atinja ou supere a estimativa de receita em US$ 6,957 bilhões no quarto trimestre de 2001 e as projeções de lucro por ação de US$ 0,12. Já os papéis da Juniper Networks também encerram as negociações com desvalorização de 0,77%. O mercado espera que a fabricante de equipamentos de rede reporte lucros trimestrais de US$ 0,05 por ação, o que é cerca de um quinto do lucro de US$ 0,24 por ação registrado no mesmo período do ano anterior.
Default recorde em 2001 preocupa o mercado
O nível de inadimplência das companhias norte-americanas atingiu o novo recorde histórico em 2001, mostrando que a rápida deterioração econômica nos EUA, que está em recessão desde março do ano passado, prejudica o desempenho das empresas no país. Segundo o estudo da Fitch, no ano passado, o montante total do calote corporativo nos EUA atingiu US$ 78,2 bilhões para 178 emissões, contra US$ 27,9 bilhões para 115 emissões em 2000. Já a Standard&Poors apurou números ainda maiores, que apontam para o default total de US$ 115,4 bilhões em 2001, frente aos US$ 42,3 bilhões registrados no ano anterior. O total de emissores que ficaram inadimplentes para a S&P passou de 132 em 2000 para 211 no ano passado.
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Neste sentido, entre as principais quedas das bolsas norte-americanas, destaque para as ações da Kmart, que terminaram mais uma vez em forte queda de 13,73% em relação ao fechamento anterior. O conselho da companhia se reúne nesta terça-feira para discutir que opções financeiras restaram à Kmart, que pode até decretar a falência. A deteriorada saúde financeira da varejista reflete a combinação da guerra de preços com a rival Wal-Mart com a queda das vendas no ano passado, que tenta agora novas linhas de crédito para evitar a falência. Desde o início do ano, as ações da Kmart já acumulam uma desvalorização de 55,13%.
Índices norte-americanos fecham em alta
O índice Nasdaq Composite, que segue o desempenho das empresas de tecnologia, fechou as negociações cotado a 2.000,91 pontos, representando uma alta de 0,51% em relação ao fechamento anterior. Os principais destaques de alta eram das ações da fabricante de software Oracle (+3,66%), da companhia de telecomunicações WorldCom (+3,27%), da empresa de fibra ótica JDS Uniphase (+2,53%), da gigante Microsoft (+1,58%) e da Cisco Systems (+0,25%). Em contrapartida, entre as quedas os destaques eram dos papéis da Check Point Software (-12,92%), depois de divulgar uma forte queda de 13% em suas receitas; seguidos pelas ações da Nextel (-5,86%) e da Sun Microsystems (-4,06%).
O índice Dow Jones Industrial, formado pela 30 blue chips norte-americanas, registrou uma valorização de 0,33% em relação ao fechamento anterior, sendo cotado a 9.924,15 pontos. Entre as maiores altas desta terça-feira estavam para o conglomerado American Express (+4,14%), Boeing (+2,88%), HP (+2,49%), General Electric (+2,14%), Wal-Mart (+1,99%), Citigroup (+1,72%) e Exxon Mobil (+1,71%). Enquanto entre as maiores baixas estavam as ações da Honeywell (-3,00%), 3M (-2,02%), International Paper (-1,91%) e United Technologies (-1,80%).
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O índice S&P 500, composto pela 500 maiores empresas das bolsas norte-americanas, registrou no fim do pregão alta de 0,68%, cotado a 1.146,17 pontos. Os papéis de instituições financeiras lideraram as valorizações do dia, com destaque para os papéis da Wells Fargo (+5,30%), Fannie Mae (+3,92%) e Bank One (+2,47%). Outras altas eram de Delta Air Lines (+5,35%), Avon (+3,60%) e Xerox (+3,22%). Por outro lado, as principais quedas foram de Tyco Internacional (-8,49%), Pharmacia (-2,55%), Texas Instruments (-2,51%) e Dow Chemical (-2,03%).