Radar de recomendações

Cyrela top pick do BBI, Banco do Brasil elevado por BBA, visão positiva para Smart Fit e mais: as recomendações em destaque

Também em destaque, o BBI elevou a recomendação para o Grupo SBF, enquanto o BofA elevou a recomendação para o ABC Brasil

Cyrela
(Divulgação/Cyrela)

SÃO PAULO – As ações de diversas empresas tiveram a recomendação revisada, como o Itaú BBA elevando a recomendação para o Banco do Brasil (BBAS3), o Bank of America elevando a recomendação para ABC Brasil (ABCB4) e o Bradesco BBI subindo a recomendação para SBF (SBFG3).

O BBI também iniciou a cobertura para a Cyrela (CYRE3), destacando a empresa como a top pick (preferida) do banco para as incorporadoras de média e alta renda. Já o BBA iniciou a cobertura para a Smart Fit (SMFT3), também com visão positiva.

Confira os principais pontos para as atualizações das recomendações:

Cyrela (CYRE3)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da Cyrela, que estabeleceu como sua nova escolha favorita (top pick em inglês) entre construtoras de renda média e alta no Brasil, com recomendação outperform e preço-alvo para 2022 em R$ 28, ou um potencial de alta de 54% em relação ao fechamento de segunda-feira.

O banco ressalta que, no ano, os papéis da Cyrela recuaram 38% até o momento, apesar de resultados sólidos e tendências fortes, direcionado por um cenário macroeconômico negativo.

“Embora reconhecendo algum agravamento nas condições do setor (maiores custos de construção e, em menor grau, taxa de juros mais altas), vemos o valuation sendo punido de maneira excessiva. Esperamos que os direcionadores macros impulsionem os ciclos domésticos no segundo semestre de 2021 e a Cyrela seja o melhor (e mais líquido) veículo para colher os prêmios de uma potencial recuperação”, apontam os analistas.

Os analistas apontam que a Cyrela está negociando a um múltiplo de 1,2 vez o preço de uma ação dividido pelo valor patrimonial correspondente a ela (P/VPA) e 7,0 vezes o preço sobre o lucro líquido esperado para 2022, que já consideram interessante à luz de sua trajetória e liquidez das ações.

“Quando quebramos o valuation por segmento, achamos atrativos os múltiplos implícitos de: (i) 1,0 vez o P/VPA para a Cyrela ex-CashMe (sua fintech para empréstimos com garantia de ativos); e (ii) 0,8 vez o P/VPA para o negócio core da Cyrela em média e alta renda (ex-CashMe e ex-CVA), fazendo a Cyrela uma das mais baratas incorporadoras de média-alta
renda de nossa cobertura (ante média das incorporadoras em 1,1 vez)”, apontam os analistas.

Banco do Brasil (BBAS3)

Os analistas do Itaú BBA elevaram a recomendação para a ação do Banco do Brasil de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para marketperform (desempenho em linha com a média do mercado), com preço-alvo sendo atualizado de R$ 36 em 2021 para R$ 37 para 2022, alta de cerca de 25% em relação ao fechamento de segunda-feira.

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Segundo os analistas do banco, a medida pode soar contrária – antes de um ano de eleição presidencial – mas os analistas destacam que a ação BBAS3 está negociada a um desconto historicamente alto em relação aos outros bancos brasileiros, o que sugere um alto grau de risco político já embutido, o que significa upside levando em conta qualquer moderação.

“Os fundamentos também estão bem. A nova gestão manteve uma abordagem prudente para o crescimento / qualidade da carteira de crédito e está proporcionando mais economia de custos do que esperávamos. Com mais a ganhar do que perder a partir daqui, nossa recomendação anterior underperform não se justifica mais”, apontam.

ABC Brasil ( ABCB4) e Banrisul ( BRSR6)

Na avaliação do Bank of America, a qualidade dos ativos hoje não é uma das principais preocupações e os investidores devem focar na geração de receita em meio a um cenário de melhora da atividade econômica.

Neste contexto e após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, o BofA optou por elevar a recomendação de neutro para compra para os papéis do banco ABC Brasil , dado seu melhor posicionamento para entregar um sólido crescimento de receita.

Na avaliação dos analistas, a tendência positiva observada no segundo trimestre deste ano deve continuar nos próximos meses, suportando um bom momento de resultados.

“Prevemos que o ABC apresentará forte geração de receitas com base no sólido crescimento da carteira de crédito e melhor mix, bem como deve melhorar sua geração de receitas de tarifas com a diversificação aprimorada”, escreve o BofA.

O banco elevou o preço-alvo para os papéis ABCB4 de R$ 18 para R$ 22, o que implica potencial de alta de 43,4% ante o fechamento do último pregão.

No mesmo relatório, o BofA reiterou a recomendação neutra para o Banrisul, com a avaliação de que a falta de ganhos devido à fraca geração de receita deve persistir até que o banco apresente um sólido crescimento da carteira de crédito.

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“O Banrisul está fazendo um bom trabalho com despesas e encargos de provisões, mas todos os olhos estão voltados para a receita”, destaca o time de análise.

O BofA escreve que, enquanto todos os grandes bancos sob cobertura apresentaram, entre abril e junho deste ano, um crescimento médio da carteira de crédito da ordem de 13% ano sobre ano, o Banrisul teve crescimento de apenas 2%.

Segundo os analistas, esse fraco desempenho deve pesar sobre a geração de receita futura, tanto da NII (receita líquida de juros) quanto das taxas, impedindo uma melhor dinâmica de ganhos.

Para as ações do banco do Rio Grande do Sul, o BofA cortou o preço-alvo de R$ 18 para R$ 13, o que implica upside de 8,8%.

Smart Fit (SMFT3)

Depois do Morgan Stanley na véspera, desta vez o Itaú BBA iniciou cobertura para as ações da Smart Fit com recomendação outperform e preço-alvo para 2022 de R$ 33,40 por ação.

Entre os pontos para otimismo, estão o mercado com perspectivas de crescimento acelerado e mais espaço para consolidação – “apoiado pelo excelente histórico da empresa”, avaliam os analistas.

Com um Retorno sobre o Capital Investido (ROIC, na sigla em inglês) entre 20% e 25% por unidade madura, a empresa oferece retornos decentes aos acionistas e torna o mercado menos atrativo para players menores – a maioria que provavelmente nem chega perto desse tipo de retorno pela mesma proposição de valor, avaliam os analistas.

Já entre os principais riscos a serem monitorados de perto, o BBA aponta que são, como acontece com qualquer player de varejo com um plano significativo de abertura de loja, execução e risco potencial de canibalização.

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Além disso, os índices de avaliação foram significativamente afetados pela pandemia do coronavírus, tornando as discussões de avaliação mais desafiadoras. Dito isso, o modelo de análise do banco indica 20% de aumento em relação aos níveis atuais.

 

SBF (SBFG3)

Depois de mais de um ano e meio com rating neutro, o Bradesco BBI elevou a recomendação para o grupo SBF, dono da Centauro, para outperform (desempenho acima da média do mercado), atualizando o preço-alvo de R$ 30 para R$ 44.

A equipe de análise baseia a nova recomendação em um desempenho melhor do que o esperado durante a pandemia, reforçando a confiança dos analistas no posicionamento da empresa para ganho de participação de mercado, além de novas estimativas que levam a um potencial de valorização de 28% em relação ao fechamento de segunda-feira.

Os analistas também destacam a queda de 15% das ações recentemente, em linha com o setor, mas SBF deve ter momentum operacional e de resultados acima da média, além de oportunidades de crescimento, apontam.

Dentro do setor de vestuário, os analistas do BBI veem a SBF saindo da pandemia com melhores números de vendas e lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações em 2022 versus 2019 (ex-aquisições), bem posicionada para se beneficiar da normalização do tráfego nos shoppings e varejo no geral.

Centauro e Netshoes tem cerca 20% do mercado de vestuário esportivo, o que deixa espaço amplo para mais crescimento num mercado altamente fragmentado, avaliação. A aceleração de ganho de participação de mercado nos últimos anos (de 8% para mais de 12%) é resultado direto, na visão da equipe de análise, do investimento multicanal, renovação das lojas e abertura de novas lojas, que deve ser fortalecido pelo relacionamento que SBF tem com fornecedores que significam acesso a um amplo leque de produtos.

Além disso, a Fisia, braço utilizado para comercialização dos produtos Nike no Brasil,  tem dado uma forte contribuição no resultado de SBF, sendo que na primeira metade do ano já estima-se que a contribuição do Ebitda já é o dobro do que inicialmente os analistas esperavam para o ano cheio.

 

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