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A Cyrela (CYRE3) divulgou resultados fracos no primeiro trimestre de 2026 e os investidores reagiram logo em seguida. O lucro líquido chegou a R$ 297 milhões no período, uma queda anual de 9%. A expectativa média girava em torno dos R$ 394 milhões para os primeiros três meses do ano.
As ações da companhia abriram em queda e seguiram com o desempenho fraco ao longo da manhã, chegando a uma queda de 7,68% (R$ 20,20). Na reta final do pregão, o papel amenizou as perdas e fechou em baixa de 0,18%, a R$ 21,84.
Para o Goldman Sachs, apesar da forte geração de caixa ao longo do trimestre, a frustração com o resultado do lucro líquido deverá ser o foco principal do mercado.
De acordo com os analistas, o lucro foi suprimido devido a maiores despesas de vendas, que superaram em 21% as estimativas iniciais. Adicionalmente, as despesas com showroom aumentaram 106% ao ano, indo de R$46 milhões no 1T25 para R$94 milhões no 1T26.

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Segundo a companhia, essa foi uma despesa não recorrente ligada à demolição de showrooms de projetos já lançados. A receita líquida, que veio 11% abaixo do consenso, também ficou pressionada. Em parte, segundo a Cyrela, por conta do menor reconhecimento de receita dos lançamentos focados em baixa renda.
Resultados moderados
Para o Morgan Stanley, o primeiro trimestre da Cyrela mostra moderação ao longo da demonstração de resultados, provavelmente, como efeito da normalização do crescimento da companhia. Além disso, os analistas destacam a menor contribuição das Joint Ventures no balanço.
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A reação esperada dos mercados é negativa. A ação já caiu 20% no último mês, contra o Ibovespa com queda de 10%, apesar das preocupações com inflação e altas vendas de estoque pronto.
Além disso, a CYRE3 está negociando a 0,93x P/BV (relação preço/valor patrimonial). De acordo com o JP Morgan, considerando um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) anualizado do 1T de, aproximadamente, 11%, os inevstidores podem achar caro.
Apesar disso, a Cyrela gerou R$ 134 milhões em caixa, uma forte alta comparada com os R$ 71 milhões de um ano antes e sem qualquer desinvestimento da Cury (CURY3).