CVM estuda como aumentar a participação de pequenos investidores na bolsa

Diretor da autarquia ressalta que, com isso, será mais fácil a entrada no mercado de capitais de empresas de pequeno e médio porte

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SÃO PAULO – A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), vem buscando maneiras de aumentar a participação de investidores individuais no mercado de capitais brasileiro, afirmou o diretor da autarquia, Otávio Yazbek. Com isso, espera-se que se torne mais fácil a entrada no mercado aberto de empresas de pequeno e médio porte. As informações são do portal norte-americano MarketWatch. 

De acordo com Yazbek, a CVM está estudando diversos tipos de abordagem diferentes para a regulação do mercado uma vez que, no modelo atual, a maioria das operações no mercado envolve grandes ofertas, cortando as companhias menores do processo. Para isso, a autarquia vem pesquisando modelos de outros países; entretanto, não ofereceu detalhes sobre o resultado da pesquisa ou de qualquer calendário de publicação.

Além disso, Yazbek afirmou que também está em estudo um modo de tornar as operações dos bancos de investimentos e de outros atuantes no mercado mais transparente. Para o diretor, “essa é outra maneira de atrair um grande número de investidores, inclusive os individuais”.

Crescimento lento
O crescimento do mercado de capitais no Brasil, ao contrário do que se esperava, vem sido bastante lento. De acordo com relatório divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), as empresas brasileiras emitiram um total de R$ 77 bilhões em dívida e capitais nos primeiros oito meses de 2012. Este valor é 5,17% menor do alcançado no mesmo período do ano passado, quando somou R$ 81,2 milhões.

O maior motivo para a redução deste valor esteve na forte queda da emissão de ações, que atingiu apenas R$ 10,38 bilhões entre os meses de janeiro e agosto deste ano, valor quase 40% menor dos R$ 17,2 bilhões obtidos no mesmo período de 2011. A morosidade no mercado de capitais brasileiro também pode ser observado pelo baixo número de ofertas públicas de ações. Elas foram de apenas oito, sendo tanto de IPOs (Oferta Pública Inicial) quanto de follow-on (empresa de capital aberto que faz nova oferta pública de ações).

Este número é bem abaixo das 22 ofertas de ações que ocorreram no mercado brasileiro em 2011. Além disso, nos últimos meses, algumas empresas locais anunciaram a suspensão de seus planos de oferta de ações, em meio ao ambiente reverso no mercado de capitais. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.