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SÃO PAULO – A SEC (Securities and Exchange Commission), órgão análogo à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nos Estados Unidos, barrou nesta quarta-feira (23) o trabalho da Egan-Jones em uma ação sem precedentes. A empresa é a quarta maior do país dentre as agências de classificação de risco, ficando atrás da Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s. A Egan-Jones é composta por apenas cinco analistas e supervisores, enquanto a S&P possui 1.416 analistas e a Moody’s 1.252.
A SEC disse que a Egan-Jones não está autorizada para divulgar rating sobre o mercado de título público de países, incluindo os bonds dos EUA e títulos locais do governo, além dos títulos lastreados em ativos hipotecários por pelo menos 18 meses. A alegação é de que o presidente da agência, Sean Egan, cometou erros ao se registrar junto ao órgão regulador para criar a companhia.
A proibição faz parte de um acordo entre SEC e Sean Egan, dando tempo para que o presidente da empresa resolva as pendências com os documentos arquivados com a agência reguladora em 2008. A SEC alega que a Egan-Jones enganou investidores sobre sua experiência, e que o presidente Egan abusou de conflito de interesses.
A agência de classificação de risco e seu presidente concordaram com o acordo proposto pela SEC, mas sem admitir ou negar qualquer acusação.
No entanto, o vice-presidente da empresa, William Hassiepen, disse que não acredita que o acordo terá efeitos negativos no futuro. “Não penso que isso vai nos tirar do negócio”, disse.