CVM deveria ser mais rígida com quem aposta na queda das ações, diz Eike

Em entrevista à IstoÉ Dinheiro, empresário afirma que liquidez das ações do grupo tem sido usada para ganhar dinheiro shorteado

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SÃO PAULO – O balanço sobre as empresas “x” não tem sido positivo aos olhos dos investidores. As empresas do grupo registraram uma queda de R$ 8 bilhões só no dia 26 de junho, quando foi revelado que a produção de petróleo da OGX (OGXP3) seria muito inferior à prometida pelo empresário Eike Batista. No ano, as ações da companhia somam perdas de R$ 28 bilhões. 

Os balanços não têm ajudado, com as empresas de capital aberto do EBX registrando prejuízo de R$ 1,15 bilhão no primeiro trimestre.

Diante deste cenário, Eike Batista disse em entrevista à IstoÉ Dinheiro que há muita gente interessada em shortear – ou seja, investidores que vendem a descoberto para ganhar com a queda dos papéis -, as ações da companhia e que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) deveria punir este tipo de atitude.

Ele afirma que as ações das empresas do grupo possuem muita liquidez, o que tem sido usado como forma de ganhar dinheiro “shorteado”.

“Notícias, por exemplo, de demissões de diretores, que fazem parte do dia a dia de uma empresa, são usadas por pessoas interessadas em shortear as nossas ações, e a mídia brasileira é facilmente manipulada. Eu adoraria ver uma CVM mais rígida, indo atrás de quem ganhou dinheiro shorteado. É tão fácil”, afirma Eike durante a entrevista.

Eike mostrou ainda otimismo com os resultados das empresas do grupo nos próximos trimestres e afirma que apesar das dificuldades, manteve a disciplina financeira.”Temos recursos suficientes para fazer nossos investimentos. São mais de US$ 9 bilhões em caixa para os próximos dois anos. Na hora que ligar a máquina, ela vai começa a cuspir pão”, afirma.

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Em relação à indicação de seu filho Thor para o grupo, Eike se defende: “Ele é muito jovem ainda, mas já se interessa por tudo na companhia, e eu o estou preparando para o futuro… eu confio nele”.