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CVC divulga com atraso prejuízo no 1º tri, STF retoma julgamento sobre Petrobras, Natura fará oferta global de ações e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quinta-feira (1)

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No ramo corporativo, chama atenção o anúncio de que a Natura fará uma oferta global de ações que pode somar R$ 6,207 bilhões. A oferta inclui uma emissão pública de distribuição primária com esforços restritos das ações no Brasil e uma oferta pública primária no exterior, sob a forma de ADSs. O objetivo da operação é acelerar o crescimento nos próximos três anos e otimizar a estrutura de capital, acelerando a desalavancagem.

A CVC Corp divulgou, com atraso, os resultados do primeiro trimestre, com prejuízo líquido consolidado de R$ 1,15 bilhão, ante um lucro de R$ 46 milhões (pro forma), no mesmo período do ano anterior. Além disso, deve ser retomado hoje o julgamento de uma ação que questiona a venda de subsidiárias da Petrobras, constituídas a partir do desmembramento da empresa matriz, sem aval do Congresso Nacional. O julgamento começou ontem, no STF.

Petrobras (PETR3;PETR4)

Deve ser retomado hoje o julgamento de uma ação que questiona a venda de subsidiárias da Petrobras, constituídas a partir do desmembramento da empresa matriz, sem aval do Congresso Nacional. Segundo a ação, a estatal estaria descumprimento um entendimento do próprio STF ao desmembrar a empresa-mãe para vender ativos, incluindo refinarias, sem autorização dos parlamentares. De acordo com o G1, o STF começou o julgamento ontem, quando foram apresentadas as sustentações orais das partes.

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Ainda sobre a Petrobras, a empresa finalizou a venda de sua participação nos campos terrestres do Polo Lagoa Parda, no Espírito Santo, para a Imetame Energia Lagoa Parda, afiliada da Imetame Energia. A operação somou US$ 9,441 milhões. O valor se soma ao montante de US$ 1,405 bilhão pagos à Petrobras na assinatura do contrato de venda.

Além disso, a Petrobras anunciou ontem o início da fase vinculante referente à venda de sua subsidiária integral Petrobras Biocombustível (PBIO). Segundo a empresa, os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora recebeu valores referentes aos Instrumentos de Confissão de Dívidas assinados com a Eletrobras e suas controladas distribuidoras de energia. A companhia recebeu R$ 34,7 milhões correspondente à 29ª parcela. Desde a assinatura destes instrumentos, a companhia já recebeu um montante total de R$ 4,5 bilhões.

Natura (NTCO3)

A Natura fará uma oferta global de ações que pode somar R$ 6,207 bilhões. A oferta inclui uma emissão pública de distribuição primária com esforços restritos das ações no Brasil e uma oferta pública primária no exterior, sob a forma de ADSs.

O objetivo da operação é acelerar o crescimento nos próximos três anos e otimizar a estrutura de capital, acelerando a desalavancagem. Sobre os planos de crescimento, a empresa destacou a integração e a recuperação da Avon, a digitalização dos negócios e oportunidades de expansão geográfica.

A empresa vai emitir 121.400.000 ações ordinárias que serão precificadas em 08 de outubro. A operação é coordenada pelo Banco Morgan Stanley, pelo Bank of America Merrill Lynch, Banco Bradesco BBI, Citigroup Global Markets Brasil e Banco Itaú BBA.

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Além disso, a Natura disse que deixará de divulgar projeções financeiras, devido à necessidade de adequar sua política de divulgação aos procedimentos da oferta pública de ações.

IRB (IRBR3)

O IRB-Brasil Resseguros informou que a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s Global Ratings atribuiu o rating “brAAA” para a primeira emissão de debêntures simples da companhia. O valor total dessa emissão é de até R$ 900 milhões, em duas séries, com vencimentos em 2023 e 2026, conforme divulgado no dia anterior.

Energisa (ENGI3)

A Energisa concluiu a oferta pública de distribuição de 1.244.154 debêntures simples, em série única. A emissão somou R$ 1,244 bilhão. A oferta foi feita com esforços restritos (CVM 476), ou seja, limitada a um público restrito de investidores qualificados.

Hypera (HYPE3)

A Hypera aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio de R$0,29290 por ação ordinária, equivalente a R$185,49 milhões. O pagamento será realizado até o final do exercício social de 2021, com base na posição acionária de 23 de outubro de 2020. As ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 26 de outubro de 2020, inclusive.

CVC (CVCB3)

A CVC divulgou, com atraso, os resultados do primeiro trimestre, com prejuízo líquido de R$ 1,15 bilhão, ante um lucro de R$ 46 milhões (pro forma), no mesmo período do ano anterior.

O prejuízo líquido em termos ajustados – por itens não recorrentes ou que não afetam a geração de caixa e exclui o lucro líquido atribuível à não controladora, além do efeito extraordinário de Avianca – foi de R$ 72,9 milhões, ante dado positivo de R$ 57,8 milhões (pro forma) no primeiro trimestre de 2019.

A receita líquida somou R$ 289,6 milhões, queda de 35,9%, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação) ajustado foi de R$ 12,5 milhões, queda de 90,5%.

Já a alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) foi de 4,09 vezes no padrão pro forma e 3,17 vezes segundo o padrão contábil.

Banco do Brasil (BBAS3)

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O BB Banco de Investimento e o UBS firmaram uma parceria para atuar em atividades de banco de investimento e de corretora de valores mobiliários no segmento institucional no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.

Segundo o BB, a parceria vai iniciar suas operações como uma plataforma de banco de investimentos completa, combinando a rede de relacionamentos do BB no Brasil e sua capacidade de distribuição para pessoas físicas, com a capacidade de distribuição global do UBS. O UBS terá 50,01% da nova empresa, enquanto o BB terá 49,99%.

Suzano (SUZB3)

A oferta pública de ações da Suzano a ser feita pela BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será precificada nesta quinta-feira.

De acordo com o fato relevante enviado pela companhia em 18 de setembro, a oferta consiste de 150.217.425 ações. Isso equivale a 11% do capital da Suzano.

Os coordenadores da oferta são o JPMorgan, o Bank of America, o Bradesco BBI, Itaú BBA e XP Investimentos.

Vale (VALE3)

A Vale vai pagar R$ 493,9 milhões, equivalente a R$ 1,271221414 por debênture participativa. O valor é referente ao prêmio total apurado para o período entre janeiro e junho de 2020. A liquidação financeira ocorrerá hoje.

O prêmio total é composto por um percentual de 1,80% sobre o faturamento líquido obtido com a venda de finos de minério de ferro oriundos do Sistema Norte e por um percentual de 1,25% sobre o faturamento líquido obtido com a venda de concentrado de cobre oriundo da mina de Sossego.

CPFL (CPFE3)

A CPFL Energia informou a conclusão da segunda etapa do plano de integração da CPFL Renováveis mediante a Reestruturação Societária das empresas do Grupo CPFL. O processo inclui a cisão parcial da CPFL Geração com a versão de seu acervo líquido cindido para a CPFL Renováveis.

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Além disso, prevê a incorporação total, pela CPFL Renováveis, da CPFL Centrais Geradoras e o aumento de capital da CPFL Renováveis mediante a integralização de créditos pela CPFL Geração. Segundo a empresa, a nova estrutura fortalece suas estruturas administrativas e gera sinergias.

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