CVC (CVCB3) fará menos investimentos em 2023 e fala em melhorias operacionais

Após aportes no desenvolvimento de tecnologia em venda digital, companhia de turismo deve ter ano mais conservador
(Roberto Tamer / Divulgação)
(Roberto Tamer / Divulgação)

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Os executivos da CVC (CVCB3) prometeram nesta quarta-feira (15) que a companhia irá controlar ainda mais seus gastos e seus investimentos ao longo de 2023 e afirmaram que estão otimistas com a demanda por viagens no ano. As falas foram feitas durante teleconferência dos resultados do quarto trimestre de 2022 (4T22), que trouxe números que não agradaram muito o mercado.

No ano passado, a empresa investiu cerca de R$ 245 milhões, focando no desenvolvimento de novas plataformas de tecnologia e de vendas digitais. Neste ano, porém, a CVC não deve aportar mais de R$ 125 milhões – o que foi, inclusive, determinado na recente renegociação de dívidas da companhia com credores.

“Entramos em uma fase de investimentos menores, já que boa parte deles já foi feita. Com isso conseguimos trabalhar com esse número [em relação aos R$ 125 milhões]”, disse Marcelo Kopel, diretor financeiro (CFO) da companhia. “Precisamos ressaltar que a empresa tinha ficado muitos anos sem investimentos. Não tinha CRM [plataforma de relacionamento com clientes, na sigla em inglês]. Meu primeiro foco foi a construção de inteligência de cliente. Não adianta nada ter uma plataforma de transações sem conseguir influenciar clientes. Hoje chegamos a 35 milhões de clientes em tudo que há de mais moderno”, complementou Leonel Dias de Andrade Neto, diretor executivo (CEO).

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Segundo os diretores, a companhia sofreu impactos por conta da implementação do novo sistema, que começou em novembro do ano passado e que travou algumas vendas. Agora, porém, deve “colher os resultados”.

“A alteração de plataformas sempre traz distrações. Do lado positivo, essa única plataforma está funcionando bem e é completamente produtiva. Todas as antigas foram desligadas. Em janeiro, tivemos números muito resilientes e acreditamos que esse ano estaremos totalmente diferentes”, defendeu o CEO.

De acordo com ele, os investimentos em tecnologia tende a melhorar os futuros balanços das companhias tanto do lado dos ganhos quanto do lado da eficiência operacional.

A entrada dos novos sistemas em operação, para os executivos, deve impulsionar a CVC, principalmente, no que tange a venda direta a consumidores (B2C, na sigla em inglês). Esses, segundo a CVC, trazem ticket médio maior e eram, até então, uma defasagem da empresa. A maior participação das vendas para empresas (B2B) foi um dos destaques negativos do quarto trimestre.

“Evoluiremos substancialmente em controle gerencial. Neste ano, teremos uma eficiência muito melhor, não só em receita, mas também nos apropriando das oportunidades em redução de custo e avançando em eficiência de processo”, comentou Leonel. “Controle de despesas, com revisão de fluxos, está sendo feito com uma consultoria que está trabalhando conosco desde novembro. Estamos trabalhando nos processos de maior volume, agindo em ajustes e automação, para gerar as economias necessárias. Iremos capturar ao longo de 2023 reduções em relação a isso”, complementou Marcelo.

A CVC acredita que a combinação entre menores investimentos e mais eficiência deve melhorar a sua geração de caixa e “mudar o patamar da companhia”.

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“Fora isso, o vento está muito a favor e o mercado de turismo está retomando muito forte, com muita atratividade. A procura em 2023 continua alta e a demanda é enorme. Vamos, seguramente, continuar liderando o mercado. Em momentos positivos, a líder de mercado tende a se beneficiar”, mencionou o CEO.