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SÃO PAULO – A competitividade das indústrias manufatureiras da China não é mais a mesma. De acordo com o Grupo Li & Fung, um dos maiores intermediários de comércio internacional, o setor perdeu boa parte de suas vantagens em 2005.
No ano passado, as cadeias de suprimento China-EUA e China-União Européia mostraram preços crescentes, depois de seis anos consecutivos de forte deflação.
Segundo William Fung, diretor da Li & Fung, os preços oferecidos pela China a seus principais clientes subiram entre 2% e 3% no período. Por trás desse aumento, Fung destaca aumentos nos custos de mão-de-obra e de energia e uma leve valorização do yuan.
Bom para a concorrência
Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, William Fung afirmou que “os custos da China estão subindo de maneira generalizada”. “Qualquer coisa vendida pelo país tem um componente inflacionário maior do que mercadorias em outros lugares do mundo”.
Entre os beneficiados pela queda da competitividade chinesa, fornecedores da Índia, de Bangladesh e do Camboja, principalmente no segmento têxtil. As fábricas nesses países parecem tão ocupadas quanto as da China algum tempo atrás.