Custos com educação e impostos devem pressionar o IPCA no 1° bimestre

Sem essa pressão, IPCA tende a atingir, em maio, a menor alta do ano; Preços administrados impactam preços em junho

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SÃO PAULO – Pelas estimativas do Boletim Focus desta segunda-feira, as maiores pressões de preços sobre o Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) se darão em janeiro e fevereiro, quando fatores sazonais como gastos adicionais com matrículas e material escolar, de um lado, e pagamento de impostos (como IPVA, IPTU e taxa do lixo, em São Paulo) de outro acabam onerando o orçamento doméstico.
Além disso, tais itens têm forte peso na composição dos índices ao consumidor, como é o caso do IPCA e IPC-Fipe.
1° bimestre acumulará IPCA de 1,17%

O primeiro bimestre de 2005 deve apresentar um índice acumulado de 1,173% para o IPCA, sendo 0,6% estimados para janeiro e 0,57% para o mês de fevereiro, quando os dados do Boletim Focus sinalizam um espaço de queda e também de acomodação no segundo bimestre. Para março a curva dos preços do IPCA tenderia a ceder para 0,4%, mantendo-se estável neste patamar em abril.
Maio teria o menor nível de preços para o IPCA em 2005: de 0,35%. Mas após essa performance do preços, o IPCA tenderia para uma nova curva de alta, motivada por novo fator sazonal: o efeito dos preços administrados.
Por força desse movimento sazonal, o principal indicador da meta de inflação projetaria alta para 0,46% em junho, mantendo ritmo ascendente para 0,67% em julho, ou o pico de alta dos preços ao consumidor amplo do ano.
Após esse pico de alta, o indicador tenderia a ceder gradualmente, sinalizando 0,48% em agosto e encontrando espaço de estabilidade nos preços até o final do ano, na média de 0,40% ao mês.