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SÃO PAULO – Comer fora pesa mais no bolso. Pelo menos é isso o que mostram dados da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert) e da prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15).
De acordo com a entidade, o brasileiro gastou 5,9% a mais nos últimos 12 meses para se alimentar em restaurantes. A tendência de alta também foi verificada no índice, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o aumento foi de 0,79%, tomando como base o levantamento anterior, de dezembro.
Em relação ao custo da alimentação dentro de casa, a variação foi de 0,72% no mesmo período. Das capitais analisadas pelo IBGE, Curitiba teve o menor aumento da quinzena: enquanto comer fora de casa ficou 1,37% mais caro, o custo de se alimentar no domicílio subiu apenas 0,22% em relação ao mesmo período do mês anterior.
Vale-refeição
Apesar da constante alta, o valor do vale-refeição não tem acompanhado a tendência. Segundo a Assert, enquanto a média nacional de um almoço chega a R$ 13,27, o trabalhador recebe R$ 8,50 para se alimentar.
Em Brasília (DF) o trabalhador recebe R$ 13,20 para a refeição, com a contrapartida de que o preço médio cobrado pelos restaurantes é de R$ 17,34 – o mais caro do País.
PAT
“Realizamos um levantamento anual dos valores médios das principais cidades e regiões do País. Isso ajuda as empresas a adequarem à realidade local o valor do benefício que concedem aos funcionários, atendendo o que determina o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)”, disse o presidente da Assert, Artur Almeida, ao Diário do Comércio.
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O PAT, criado pelo Ministério do Trabalho há 30 anos, ajuda a alimentar 9 milhões de trabalhadores e garante incentivos fiscais de até 4% a empresas que aderem ao programa.
Imposto e São Paulo
Para ele, economia de escala e o valor dos impostos têm influência direta no preço das refeições. “Por conta da alta cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em São Paulo, por exemplo, a defasagem na capital paulista chega a 15%”, explicou.
Enquanto um almoço completo – com prato principal, bebida, cafezinho e sobremesa – custa, em média, R$ 12,53, o trabalhador paulistano costuma receber R$ 10,30. Ou seja, ele tem de tirar do próprio bolso R$ 2,23 a cada dia para almoçar. A diferença entre o preço médio da refeição e o valor do tíquete médio varia de acordo com a cidade e o Estado.