Publicidade
O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos – divulgou há pouco o Índice de Custo de Vida (ICV) no município de São Paulo referente ao mês de abril. O índice, que é uma medida de inflação durante o período estudado, registrou uma variação positiva de 0,39%, em relação ao mês anterior. Esta taxa de abril é 0,09 ponto percentual inferior à taxa apurada em fevereiro, que registrou uma alta de 0,48%. A maior pressão inflacionária no quarto mês de 2001 partiu dos alimentos e da saúde enquanto os transporte e os gastos com habitação contra-balancearam parcialmente as pressões dos aumentos nos preços dos outros grupos.
Segundo a pesquisa, a alta do setor de alimentos (+0,98%), com uma contribuição de 0,25 ponto percentual para a composição do ICV, foi devido ao aumento dos preços das raízes e tubérculos (+13,31%), dos legumes (+7,77%), das aves e ovos (+4,22%) além dos grãos (+2,49%). Outro destaque ficou o aumento no setor de saúde (+1,48%), que contribuiu com 0,17 ponto percentual ao ICV de abril. Os gastos com a saúde subiram por conta da alta dos preços dos seguros e convênios médicos (+2,06%), mesmo porque os medicamentos e produtos farmacêuticos registraram uma pequena queda nos preços (-0,12%). Além destes, os setores que tiveram variação positiva foram recreação (+0,85%), vestuário (+0,45%), equipamentos domésticos (+0,43%) e educação e leitura (+0,13%). Em contrapartida, os setores que apresentaram deflação no mês de abril foram o de despesas diversas (-2,24%), transportes (-0,46%), despesas pessoais (-0,11%) e habitação (-0,02%).
O ICV-DIEESE acumula desde o início do ano uma alta de 1,95% e nos últimos doze meses (entre maio de 2000 e abril de 2001) taxa positiva de 7,09%. Sendo que os setores que registraram as maiores altas no primeiro quadrimestre de 2001 foram educação e leitura (+5,49%), por conta dos aumentos nos preços dos cursos formais e nos livros didáticos, saúde (+4,25%), pressionado pelo aumento dos planos de assistência médica e dos medicamentos e o setor alimentação (+3,06%). No que se refere à variação positiva anual de 7,09%, as maiores contribuições para o Índice de Custo de Vida foram dos transportes (+13,74%) e dos gastos com saúde (+10,71%).