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SÃO PAULO – Viajar ao exterior é sempre uma boa oportunidade de conhecer lugares e culturas novas e comprar equipamentos eletrônicos mais baratos. Um bom exemplo são os laptops, artigo que grande parte dos brasileiros traz na mala quando viaja aos Estados Unidos ou ao Japão, por exemplo.
“É mais barato comprar esses equipamentos fora do País, mesmo com a queda nos preços registrada no Brasil nos últimos anos. Atualmente, eu não acredito que as pessoas viajem só para comprar notebooks fora do Brasil, mas acho que grande parte das pessoas que querem um computador portátil e vão viajar acabam trazendo ele na bagagem”, garante o diretor da consultoria IT Data, Ivair Rodrigues.
No entanto, a prática não é aconselhada. “Eu sei que no exterior é mais barato comprar computador. Mesmo após declarar na Receita Federal, e pagar os impostos referentes ao equipamento, na maioria das vezes ele custará menos do que custa por aqui, sem falar que nem sempre o Brasil tem aparelhos de ponta como há nos Estados Unidos ou no Japão. No entanto, comprar um computador no exterior pode ser um mal negócio se, ao chegar no País, ele apresentar um defeito”, alerta.
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Garantia global
Rodrigues explica que nenhuma empresa é obrigada a oferecer garantia dos seus produtos se eles não estiverem mais no país onde foram adquiridos, e pouquíssimas companhias fazem isso. “A garantia é local. Mesmo que a pessoa tenha a nota fiscal do aparelho e tenha pagado os impostos, ela dificilmente terá direito a suporte técnico aqui no Brasil”.
Para o diretor esse é um fator complicador porque é a típica situação onde o barato pode sair caro. “A pessoa economiza no preço do computador, mas quando o aparelho apresenta algum problema ela terá que gastar um bom dinheiro para mandar arrumar, já que a garantia perde a validade aqui. Além disso, é comum os consumidores adquirirem equipamentos que não possuem similar no Brasil, conseqüentemente, dificilmente haverá peças para a manutenção do aparelho. Nesse caso, ou gasta-se muito para importar as peças necessárias, ou inutiliza-se o notebook”.
Ainda de acordo com Rodrigues, quando um problema desses acontece, nem o Código de Defesa do Consumidor pode ajudar. “Já vi muita gente ficar brava, mas não tem jeito. As empresas não são obrigadas a oferecer garantia global e quem compra computador fora do País precisa arcar com as conseqüências dessa decisão. Os órgãos de defesa do consumidor não podem fazer nada por quem compra eletrônicos fora do Brasil”.