CSN enxerga espaço para reajuste de preço do aço entre 5% e 10%

Previsão considera dólar a R$ 1,85, diferença entre preço interno e importado e da redução do ICMS da guerra dos portos

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SÃO PAULO – A CSN (CSNA3) vê espaço para aumentar os preços do aço no mercado local entre 5% e 10% este ano, sob algumas hipóteses, afirmou nesta terça-feira (27) o diretor comercial da companhia, Luiz Fernando Martinez.

“Esse é o intervalo que imaginamos para poder melhorar o preço do aço, considerando o dólar a R$ 1,85, o prêmio [diferença entre o preço interno e do material importado] e a redução do ICMS relativo à guerra dos portos”, disse Martinez, durante teleconferência com analistas.

Conforme o executivo, o prêmio existente no mercado interno varia entre quase zero e 5%. “No caso, por exemplo, de laminados a frio é um pouco maior, talvez entre 3% e 6%. No laminado zincado, pela maneira que precificados no Brasil, esse prêmio chega próximo a 10%”, completou o executivo.

Sobre a guerra dos portos, Martinez considera que o governo tem se mostrado bastante disposto a colaborar com a indústria nacional, e avaliou como positivas as medidas de reduzir a alíquota interestadual de ICMS para zero, abrindo uma janela para elevar os preços.

“O aço importado que chega pelo Estado de Santa Catarina tem um recolhimento de 3% de ICMS, que é revendido para o Estado de São Paulo, com uma alíquota de 12%, dando uma diferença de preços de 7% a 8%. O projeto que tramita no Senado faria essa diferença cair para uma neutralidade”, explica o executivo.