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SÃO PAULO – As ações das siderúrgicas estendem as fortes perdas da véspera, quando fecharam nas piores posições do Ibovespa. Após baterem o menor patamar desde o início de dezembro passado no início deste pregão, os papéis minimizam as quedas.
Às 11h26 (horário de Brasília), os papéis da CSN (CSNA3) caíam 4,03%, sendo cotados a R$ 12,15, seguidos pelos preferenciais da Usiminas (USIM5, -3,53%, R$ 12,30). Os papéis ordinários USIM3, agora negociados fora do principal índice de ações da bolsa, também acompanhavam o mesmo desempenho e recuavam 3,17%, a R$ 11,32. Na mínima do dia, esses ativos registraram desvalorizações de 5,06%, 3,92% e 3,34%, sendo cotados a R$ 12,02, R$ 12,25 e R$ 11,30, respectivamente.
O desempenho acompanha os dados divulgados pelo Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço) na véspera, com destaque para o recuo de 7% nas compras dos distribuidores em dezembro e aumento de 11% na estocagem. A redução dos preços do minério de ferro no mercado spot da China também contribuiu para o pessimismo, em um momento de pouca demanda no país que é o maior consumidor da matéria-prima do aço. Os preços caíram 7,7% dos US$ 134,20 de toneladas em 2013 para US$ 123,2 de toneladas hoje.
Segundo o analistas William Alves, da XP Investimentos, a forte queda dos papéis pode ser justificada pelo cenário estrutural ainda complexo para o setor. Para ele, os resultados serão fortes no quarto trimestre, mas o mercado já começa a olhar além e se preocupar com a sustentabilidade de números bons. Aliado a isso, o mercado segue rumores de que a CSN poderia se desfazer de uma fatia na Usiminas. Os boatos teriam surgido após notícias indicando que a CSN pode ter que reaver de volta 100% da Namisa, mesmo sem querer, e que, para isso, terá que desembolsar uma alta quantia.