CSN e Usiminas caem mais de 3%; imobiliárias avançam; Vale sobe 1%

Ainda entre os destaques, papéis das empresas "X" figuram na ponta negativa do Ibovespa, depois da Moody's rebaixar rating da OGX; Minerva sobe e Marfrig cai após revisão do BofA

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SÃO PAULO – Após chegar a subir 1,26% nos minutos iniciais, o Ibovespa perdeu forças e virou para o campo negativo nesta terça-feira (16). Dividido entre a alta de imobiliárias e da Vale e a queda de siderúrgicas e das empresas “X”, o benchmark da bolsa brasileira registrava às 13h48 (horário de Brasília) queda de 0,21%, a 46.639 pontos. 

Chama atenção nesta sessão as ações das empresas “X”, com destaque para OGX Petróleo (OGXP3), LLX Logística (LLXL3) e MMX Mineração (MMXM3), que caem 7,84%, 4,05% e 2,19%, respectivamente, a R$ 0,46, R$ 0,71 e R$ 1,34. Já fora do Ibovespa, as ações da CCX Carvão (CCXC3) e OSX Brasil (OSXB3) recuam 5,0% e 5,08%, nesta ordem, a R$ 0,76 e R$ 1,12.

Na noite da véspera, a Moody’s anunciou um novo corte no rating da OGX para Ca – segunda nota mais baixa da agência de classificação de risco -, com perspectiva negativa. Com grandes dívidas e geração de caixa decepcionante, a companhia se aproxima cada vez mais de um calote.

Nesta manhã, a companhia prestou esclarecimentos ao mercado e informou que manteve previsão de extração de óleo de Tubarão Martelo no quarto trimestre deste ano. 

CSN cai mais de 4% com possível compra da CSA
No mesmo sentido, as ações da CSN (CSNA3) caem forte nesta sessão em meio às notícias de que um acordo para a compra da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) esteja perto de acontecer. Os papéis da siderúrgica recuam 3,95%, sendo cotados a R$ 5,83, após atingirem na mínima do dia queda de 5,11%, a R$ 5,76.

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a CSN e a ThyssenKrupp teriam chegado a um acordo sobre a venda da fatia da CSA. Para que o acordo se concretizasse, no entanto, seria necessário o aval da Vale (VALE3; VALE5), que possui sociedade no grupo alemão com uma participação de 27% na CSA. Fontes ouvidas pela Reuters apontaram que a planejada venda não deve ocorrer.

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Também no setor siderúrgico a ação da Usiminas (USIM3, -3,72%, R$ 7,51; USIM5, -3,71%, R$ 7,27) devolve parte dos ganhos da véspera, quando subiu mais de 14%, no melhor pregão desde dezembro de 2008, em meio à onda de revisão de recomendação feita por bancos. 

Vale sobem mais de 1%
As açõe da Vale (VALE3; VALE5) ganham força nesta sessão impulsionadas pelo anúncio de produção recorde de minério de ferro da Rio Tinto no primeiro semestre do ano. 

A Rio Tinto, segundo maior produtora de minério de ferro, depois da Vale, manteve sua projeção de produção para o ano e afirmou que a expansão das operações na região de Pilbara, da Austrália Ocidental, para 290 milhões de toneladas métricas por ano, está no caminho certo para começar neste trimestre.

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Oi cai após forte alta
Fora do setor de siderurgia, mas também devolvendo parte dos ganhos da véspera aparecem as ações da Oi (OIBR3; OIBR4). Os papéis ordinários caem 3,0%, sendo cotados a R$ 3,88, enquanto os preferenciais recuam 3,27%, a R$ 3,55.

Na véspera, a empresa anunciou a venda de totalidade da sua participação na rede de cabos submarinos GlobeNet a um fundo do BTG Pactual por R$ 1,745 bilhão, além comunicar que cedeu o direito de exploração comercial e uso de 2.113 torres para a SBA Torres, no valor de R$ 686,7 milhões. 

Cyrela, MRV e EzTec avançam após prévias operacionais
Já entre o setor imobiliário, três construtoras soltaram seus números prévios: Cyrela (CYRE3), MRV Engenharia (MRVE3) e EzTec (EZTC3). Juntas, elas totalizaram R$ 2,828 bilhões em lançamentos e R$ 3,925 bilhões em vendas contratadas entre abril e junho. O reflexo aparece nas ações das companhias, que sobem 2,92%, 1,93% e 4,28%, respectivamente, a R$ 6,69, R$ 16,36 e R$ 26,33.

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A que obteve maior receita com vendas contratadas foi a Cyrela, que registrou R$ 2,181 bilhões no segundo trimestre, aumento de 66% em relação ao registrado no mesmo período de 2012. Já os lançamentos totalizaram R$ 1,762 bilhão, alta de 61,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado. 

A MRV Engenharia registrou alta de 47% nas vendas contratadas, com R$ 1,381 bilhão no período, enquanto os lançamentos caíram 41% na comparação com o segundo trimestre de 2012, com R$ 634 milhões. Já as vendas contratadas da EzTec totalizaram R$ 363 milhões, alta de 142% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os lançamentos aumentaram 137% na mesma base de comparação, para R$ 432 milhões.

Minerva sobe e Marfrig cai após revisão do BofA
As ações da Minerva (BEEF3) sobem 2,93%, a R$ 9,13, após atingir ganho máximo no dia de 4,17%, a R$ 9,24. Mais cedo, o Bank of America Merrill Lynch elevou a recomendação das ações do frigorífico de neutra para compra, apesar de ter ajustado o preço-alvo para R$ 12,00, ante R 13,00. 

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Segundo os analistas Fernando Ferreira, Isabela Simonato e Glória Gonçalves, a queda de 14% das ações nas últimas duas semanas proporcionaram um bom ponto de entrada.

Por outro lado, os analistas cortaram a recomendação de compra para neutra das ações da Marfrig (MRFG3), além de reduzirem o preço-alvo para R$ 8,50, ante R$ 9,50. Com isso, os papéis da companhia registram queda de 0,67%, a R$ 7,40.

BB tem recomendação elevada; ação tem ligeira alta
O BofA também revisou a recomendação do Banco do Brasil (BBAS3), de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para neutra, enquanto reduziu o preço-alvo para R$ 23,00, ante R$ 26,00, ao atualizar o cenário do setor financeiro para o aumento da inadimplência mais elevada devido à menor atividade econômica.

De acordo com os analistas Jorg Friedmann e Jose Barria, o ativo do BB está sendo negociado em linha com os seus pares estatais dos países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Contudo, o que levou a um cenário menos otimista para ações do banco é uma possível queda do superávit do Previ, que deve ter menores retornos de ativos e pode afetar o capital do próprio banco, apontam. 

Com isso, os analistas seguem preferindo as ações do Itaú Unibanco (ITUB4, -0,82%, R$ 27,65) e do Bradesco (BBDC4, -1,25%, R$ 27,63) dentre os bancos brasileiros.  

Sabesp cai depois de suspensão de revisão tarifária
Por fim, as ações da Sabesp (SBSP3) caem 1,32%, a R$ 22,49, na bolsa de valores. A companhia informou nesta terça-feira que as etapas “C4” e “C5” da fase C de sua revisão tarifária estão suspensas por falta de quórum na Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) para deliberação do assunto.

Ambas as etapas deveriam ser tornadas públicas até os dias 12 de julho e 9 de agosto, respectivamente. O quórum mínimo para a deliberação é de três dos cinco membros do conselho da diretoria da agência. Atualmente, encontram-se vagos dois cargos e um terceiro membro, embora nomeado, ainda não tomou posse.