CSN e Gerdau sobem mais de 3%, Oi cai 5,5%; Lupatech sobe 81% em 2 dias

Mesmo com rebaixamento de rating, Petrobras vira e encerra sessão em alta; MMX lidera perdas do índice enquanto LLX dispara no final de tem alta de 7%

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SÃO PAULO – Após duas quedas consecutivas, o Ibovespa conseguiu encerrar com alta de 0,68%, aos 52.848 pontos, nesta sexta-feira (4) após virar durante a tarde. Parte dessa mudança no índice se deve aos ativos da Petrobras (PETR3, +1,28%, R$ 17,39; PETR4, +0,70%, R$ 18,67), que também inverteram para alta durante a sessão.

Os papéis da estatal chegaram a recuar mais de 2% com a notícia do rebaixamento do rating da petrolífera pela agência de classificação de risco Moody’s, de “BAA1” para “A3”. De acordo com a agência, o rebaixamento reflete a alavancagem financeira elevada da empresa e o fluxo de caixa fraco nos próximos anos por causa do programa de investimentos.

Em resposta, a estatal afirmou que possui, atualmente, maior rigor na aprovação de novos projetos e que a prova para este fato é de que não houve a inclusão de nenhum novo projeto na carteira de investimentos no PNG (Plano Nacional de Negócios) para o período de 2012 a 2016 e de 2013 a 2017.

Siderúrgicas entre os maiores ganhos
Ainda no lado positivo, destaque para as siderúrgicas, principalmente a CSN (CSNA3, R$ 9,78, +3,27%) e a Gerdau (GGBR4, R$ 16,90, +3,11%), que ficaram entre os maiores ganhos da sessão após o governo brasileiro anunciar na véspera que irá aplicar, por até cinco anos, penas antidumping contra importações de chapas grossas de aço originárias da China, África do Sul, Coreia do Sul e Ucrânia.

As sobretaxas aplicadas, que variam de US$ 135,08 por tonelada a US$ 261,79 por tonelada, valem para importações de todos os produtores dos países citados. A pena no caso das siderúrgicas da China, maior produtor mundial de aço, é de US$ 211,56 por tonelada.

Segundo o estrategista da Futura Corretora, Luis Gustavo Pereira, a notícia ajuda a proteger o setor, que tem sofrido um pouco com a concorrência internacional. Ainda no mesmo movimento, a Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 21,50, +2,58%) e a Usiminas (USIM3, R$ 10,93, +1,77%; USIM5, R$ 11,19, +1,63%) também encerraram em alta.

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Ações da Oi tem 2º dia de queda após fusão
Na ponta negativa, chamou atenção as ações da Oi (OIBR3; OIBR4), cujas ordinárias registraram queda de 3,92%, a R$ 3,92, enquanto as preferenciais recuaram 5,45%, a R$ 3,64. Esta é a segunda sessão em que os ativos recuam, sendo que na véspera os ativos ON caíram 11,8% e os PN 13,5%. 

A Fitch manteve a nota de crédito da Oi em “BBB-” após o anúncio da fusão com Portugal Telecom, com perspectiva negativa. Na véspera, a Standard & Poor’s afirmou que não descarta cortes na nota da empresa brasileira. 

Com isso, a equipe de análise da XP Investimentos voltou a reforçar que a fusão das duas empresas vai pesar as ações da Oi no curto/médio prazo, devido a elevada captação, entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, aos múltiplos ainda altos da nova empresa de 4,5 vezes o EV/Ebitda e ao grau de alavancagem de 3,4 vezes a dívida líquida/Ebitda. Diante desse cenário, os analistas se mantêm céticos no curto prazo com as ações da brasileira.

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MMX e LLX em pontas opostas
As ações do Grupo EBX encerraram o dia em rumos opostos, com a MMX (MMXM3) liderando as perdas do índice ao recuarem 6,87%, para R$ 1,22, enquanto a LLX Logística (LLXL3) ficou com a maior alta do benchmark, subindo 7,14%, a R$ 1,65. Já os papéis da OGX Petróleo (OGXP3), após oscilarem bastante, registraram alta de 4,55%, cotadas a R$ 0,23.

Em comunicado enviado ao mercado na véspera, a petrolífera de Eike Batista afirmou que em meio ao processo de revisão de sua estrutura de capital, vem analisando diversos cenários junto aos seus assessores Lazard e Blackstone. Essa afirmação foi feita em esclarecimento ao mercado sobre notícias de que a empresa já estaria preparando a documentação para dar início ao processo de recuperação judicial. 

Ainda sobre um possível cenário de recuperação judicial, vale destacar que os gestores contratados por Eike para tentar reverter o quadro da companhia e equacionar a dívida global da holding EBX chegaram a Nova York com a missão de negociar a dívida de US$ 3,6 bilhões da petrolífera, de acordo com informações do Valor.

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Lupatech tem novo dia de fortes ganhos
Nesta sessão, voltaram a chamar atenção os ativos da Lupatech (LUPA3), que após subirem 50% na véspera, avançaram mais 20,63% nesta sexta, encerrando a R$ 0,76 – acumulando ganhos de 81% nesses dois dias. Os ativos seguem repercurtindo a notícia de que a companhia estaria próxima de fechar um plano de reestruturação total, dada pelo InfoMoney na véspera. Isso salvaria a empresa de seus problemas atuais, como o alto endividamento, sem perspectiva de pagamento – a empresa já atrasou o pagamento de juros.

Esse plano pode contar com um aporte de recursos que, de acordo com o Relatório Reservado, viria de dois grupos que se tornariam os maiores acionistas da empresa, a Vinci Partners e a GP Investimentos (GPIV33), que já é acionista da empresa. A empresa mudaria de mãos, passando a ser controlada por essas duas empresas. A Petros, outra acionista da Lupatech, também poderia colocar dinheiro, mas o BNDES, que tem 30% de participação acionária, ficaria de fora da injeção de recursos.

Em busca de parceiros, HRT fecha com queda de 4,5%
Outro ativo de fora do índice que se destacou neste pregão foi o da HRT (HRTP3), que encerrou com queda de 4,50%, cotado a R$ 1,06 – após atingir recuo mínimo de 9,01%, para R$ 1,01. Após fracassar na sua primeira campanha de exploração na Namíbia, a HRT informou que está buscando um sócio para injetar dinheiro na companhia. A empresa falhou na produção de petróleo bruto de 14 poços perfurados desde sua fundação, em 2009.

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Em entrevista à Bloomberg, Milton Romeu Franke, CEO da HRT, disse que está em busca de um sócio que deve ser “compatível” e ter “sinergias” com a empresa. A HRT está buscando também parceiros para ajudar a explorar blocos na bacia do Solimões, na Amazônia, e ao largo da costa da Namíbia. De acordo com Ricardo Bottas Dourado, diretor financeiro da HRT, a empresa reuniu dados de suas perfurações nas duas regiões para mostrar a potenciais investidores.