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Destaques da Bolsa

CSN dispara 6% com rumor de venda de ativos, Petrobras PN cai e small cap salta até 13%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

SÃO PAULO – Após saltar 1,66%, o Ibovespa amenizou os ganhos nesta segunda-feira (19) marcada pelo vencimento de opções sobre ações, que deixou sob tensão ativos de peso do índice, como Petrobras e Vale. As ações da Petrobras atingiram alta de até 3% mais cedo, mas viraram para queda ao longo do dia, descolando dos preços do petróleo, que encerraram a sessão em leve alta. 

Na ponta positiva do índice, figuraram as ações da CSN, que saltaram 6%, destoando do restante do setor. Na esteira, apareceram as ações da Energias do Brasil e Weg. A Energias do Brasil e Telefônica Brasil entraram na semana passada na “buy list” do Itaú BBA, substituindo os papéis da BB Seguridade e Ultrapar. 

Do outro lado, apenas 14 das 58 ações do Ibovespa fecharam em queda, com destaque para as exportadoras, que caíram apesar da leve alta do dólar. Hoje, o dólar comercial registrou valorização de 0,35%, a R$ 3,2769 na compra e R$ 3,2783 na venda. 

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 14,95, +0,34%; PETR4, R$ 13,07, -0,68%)
As ações da Petrobras tiveram dia instável, com vencimento de opções sobre ações na Bovespa, que normalmente já deixa os ativos de peso do Ibovespa voláteis, e com o mercado à espera da aprovação de plano de negócios de 2017 a 2019. A estatal informou nesta tarde que o detalhamento do plano será feito amanhã a partir das 10h (horário de Brasília). 

Hoje, o conselho de administração da Petrobras avaliará seu novo plano de negócios – o primeiro na gestão de Pedro Parente, indicado ao cargo em junho pelo presidente Michel Temer. Do plano, o mercado espera que a companhia consiga traçar metas claras para reduzir o mais rápido possível o seu elevado endividamento, que deve vir por meio de venda ativos e corte de custos nos próximos anos.

O Santander, em relatório assinado por Gustavo Allevato, comentou que acredita que o plano refletirá o pragmatismo da nova alta administração da Petrobras e incluirá mudanças positivas importantes, tais como cortes adicionais aos investimentos e desinvestimentos contínuos que, conjuntamente, sustentarão aposta bastante evidente de que o processo crucial de desalavancagem da Petrobras será acelerado. 

Para o analista, o plano estratégico da estatal deve trazer atualizações importantes para algumas variáveis-chave da empresa, em particular no que diz respeito aos investimentos e desinvestimentos. No relatório, Allevato cita a Petrobras como a “principal recomendação do banco no Brasil”. 

Se cumpridas as projeções, a ação ordinária da empresa teria um potencial para atingir os R$ 21,70, destaca o analista. Esse preço-alvo representaria um potencial de alta de 45,6% frente ao fechamento da última sexta-feira. Na projeção, estão dois fatores cruciais: desinvestimentos da empresa na ordem de R$ 9 bilhões, em média, por ano entre 2017 e 2019 e investimentos de US$ 13 bilhões no mesmo período. No caso dos ADRs (American Depositary Receipts), o banco vê um preço-alvo de US$ 11,00, usando o mesmo cenário. Vale mencionar que o banco não trabalha com preço-alvo para as ações preferenciais da empresa. 

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Marfrig (MRFG3, R$ 5,17, +1,37%) 
A Marfrig teve a sua recomendação cortada de overweight para neutra pelo JPMorgan, com o preço-alvo também sendo reduzido de R$ 8 para R$ 7.

Em comunicado na noite da véspera, a Marfrig ainda informou que a divisão Beef da Marfrig Global Foods embarcou o primeiro contêiner de carne bovina in natura para os Estados Unidos. A carne foi produzida nos dias 14 e 15 de setembro da unidade de Bataguassu, no Mato Grosso do Sul. Segundo a empresas, nas outras cinco unidades da empresas já autorizadas a exportar carne bovina in natura para os EUA, a produção começará de acordo com o programa produtivo da companhia.

Bancos
As ações do setor financeiro registraram alta nesta sessão, com Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,22, +0,69%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,01, +0,36%), Santander (SANB11, R$ 21,65, +0,32%) e Bradesco (BBDC4, R$ 28,20, +0,39%). 

No radar, o Itaú Unibanco vendeu seus negócios de seguro de vida em grupo para a Prudential, uma das maiores companhias de serviços financeiros do mundo. Segundo comunicado ao mercado, a companhia controlada pelo Itaú Unibanco, será cindida e as operações de seguros de vida em grupo serão vertidas para a IU Seguros S.A., cuja totalidade do capital será alienada à Prudential. A operação de seguros de vida em grupo contou com prêmios líquidos no valor aproximado de R$ 465 milhões em 2015 e mais de 1.900.000 vidas seguradas. 

Vale e siderúrgicas 
Descoladas dos preços das commodities, as ações da Vale (VALE3, R$ 16,63, +1,34%; VALE5, R$ 14,21, +1,86%), Bradespar (BRAP4, R$ 9,66, +0,84%) – holding que detém participação na Vale – e as siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 8,42, +0,36%) e CSN (CSNA3, R$ 8,49, +5,99%) tiveram pregão de alta. A exceção foi Usiminas (USIM5, R$ 3,37, -1,46%), que virou para queda nesta tarde. Hoje, o minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no Porto de Qingdao, na China, caiu 0,52%, a US$ 55,68 a tonelada seca. 

Segundo o jornal O Globo, a CSN negocia com a estatal chinesa CBSteel a venda de uma participação minoritária na Congonhas Minérios, braço da siderúrgica que reúne ativos de logística e mineração — como a mina Casa de Pedra. As negociações começaram há dois meses e marcam uma reviravolta na estratégia da empresa para reduzir sua dívida, de R$ 25,8 bilhões. Até agora, a CSN mantinha conversas apenas com interessados nos ativos não estratégicos, como o terminal de contêineres, em Itaguaí (RJ), e a fábrica de embalagens Metalic, vendida mês passado. 

Cemig (CMIG4, R$ 8,49, +1,43%)
A Cemig está em negociações avançadas com potenciais sócios com os quais passaria a compartilhar o controle da distribuidora de energia elétrica Light, disse o CEO da empresa Mauro Borges na sexta-feira.

Vários bancos que fazem parte de um veículo de investimento chamado Parati e outros controladores da Light exerceram uma opção de venda. Como resultado, a Cemig tem liderado as negociações para encontrar potenciais investidores dispostos a substituir os bancos, disse Borges.

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“As negociações estão bem avançadas […] e estamos chegando a potenciais parceiros que não só têm força financeira, mas também a tecnologia para sustentar a Light”, disse ele. “A priori, o nosso interesse é manter uma participação direta e indireta na Light de cerca de 33%”.

Viver (VIVR3, R$ 2,35, -0,42%)
As ações da construtora Viver estão com negociação suspensa na BM&FBovespa após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial na última sexta-feira, num processo que envolve dívidas de cerca de R$ 1 bilhão. Dias antes, a construtora foi alvo de duas execuções judiciais, uma de R$ 15 milhões e outra de R$ 18,5 milhões, referentes a dívidas não pagas pela companhia. 

“A companhia continuará focada na continuidade das suas atividades, atendimento a clientes, cumprimento de seus objetivos e confiante de que esta foi a melhor medida que poderia ter sido adotada neste momento”, afirmou a empresa em nota ao mercado na sexta-feira.

Log-In (LOGN3, R$ 4,26, +3,40%)
As ações da Log-In, empresa de navegação e operação portuária, dispararam até 13,11%, a R$ 4,66, nesta segunda-feira, com forte volume financeiro de R$ 2,8 milhões, contra média diária de R$ 770 mil dos últimos 21 pregões. A companhia informou na sexta-feira, após o fechamento do pregão, que celebrou contrato para venda de ativos à Hidrovias do Brasil, pelo valor total de R$ 683,118 milhões. Os ativos a serem vendidos são duas embarcações chamadas de “Log-In Tambaqui” e “Log-In Tucunaré” e os diretos e obrigações de um contrato comercial entre a Log-In e a Alunorte.  

Light (LIGT3, R$ 15,70, +3,97%)
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo das ações da Light de R$ 15,80 para R$ 17,90, implicando um potencial de valorização de 18%, mas manteve a recomendação em neutra. Os analistas comentam, em relatório, que, em um cenário “bullish”, o preço-alvo poderia chegar a R$ 29,00.   

Embraer (EMBR3, R$ 14,96, -2,79%)
Segundo informações da coluna Radar Online, da Veja, a Embraer está perto de vender 10 aviões E 190 para a Royal Air Maroc. A companhia aérea já tem quatro aeronaves da empresa brasileira e pretende concluir a compra até o final do ano, diz a coluna. Também no noticiário da companhia destaque para a fala do CEO da Fastjet, que informou que a companhia trocará aviões Airbus por Embraer. Segundo ele, a companhia acertou condições para leasing de 3 Embraer 190.