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Destaques da Bolsa

CSN desaba 6% e Magazine Luiza dispara até 20%; bancos e Petrobras recuam

Confira os destaques do pregão desta terça-feira

SÃO PAULO – Depois de uma euforia inicial em meio à divulgação da pesquisa CNT/MDA, que mostrou uma queda da avaliação positiva do governo Dilma, agora com 7,7%, o Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (21), voltando a acompanhar as bolsas americanas, que também caíram hoje. O movimento ocorreu em meio à arrefecida dos papéis da Vale, estabilidade da Petrobras e queda dos bancos. Papéis das siderúrgicas CSN e Usiminas também caíram forte após dados do ruins do setor, assim como as ações de papel e celulose, que voltaram a cair. 

Confira os destaques do pregão desta terça-feira:

Petrobras, bancos e Vale
Passado euforia com a pesquisa sobre avaliação do governo, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 11,85, -0,08%; PETR4, R$ 10,77, -0,19%), que chegaram a disparar mais de 4% mais cedo, viraram para o campo negativo. Juntamente, os preços do petróleo, que subiam mais de 1% nesta manhã, também reduziam os ganhos nesta tarde. O Brent, negociado em Londres e usado como referência pela Petrobras, registrava leve 0,07%, a US$ 56,69.

O movimento foi acompanhado pelas ações dos bancos, que registraram queda nesta sessão depois de uma tentativa de alta mais cedo: Bradesco (BBDC3, R$ 27,34, -1,30%; BBDC4, R$ 27,95, -0,89%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 30,74, -0,84%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,00, -0,14%).

Hoje, o BB se tornou o banco mais barato do mundo após o Fundo Soberano começar a vender suas ações. O BB é negociado a 5,13 vezes o lucro previsto para os próximos 12 meses – a menor relação entre os 100 principais bancos do mundo por valor de mercado. Segundo dados da Bloomberg, a média desse grupo é de 11,4 vezes.

As ações da Vale (VALE3, R$ 17,55, +1,39%; VALE5, R$ 14,63, +1,46%), que chegaram a disparar quase 4% com a pesquisa, também amenizaram a alta. Já os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 9,63, -0,62%), holding que detém forte participação na Vale, acabaram fechando em queda. 

Siderúrgicas 
As ações das siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 4,06, -6,24%) e Usiminas (USIM5, R$ 3,84, -2,78%) caíram forte após dados ruins do setor, enquanto os papéis da Gerdau (GGBR4, R$ 6,17, +0,98%) se “blindaram” desses dados depois de derrocada dos últimos dias em meio ao anúncio de reestruturação das operações da empresa. 

Segundo informações da Inda (Instituto Nacional de Distribuidores de Aço), as vendas de aço em junho foram as piores desde 2009. O próprio presidente do instituto, Carlos Loureiro, fez o alerta: “estamos caindo e não sabemos quando vamos levantar”. Para ele, vai ser muito difícil não ter um segundo semestre pior do que em 2009. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 2,75, +14,11%)
As ações da Magazine Luiza surpreenderam o mercado nesta sessão. Os papéis chegaram a disparar até 20%, mas operadores da XP Investimentos descartaram um “short squeeze”. Apesar de não ter sido fácil “tomar” a ação emprestada, eles comentaram que não houve nenhum “recall” hoje. Mais cedo, eles alertaram que o papel era um dos mais demandados pelos vendidos – 13,01% das ações em circulação no mercado estavam alugadas. 

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A disparada ocorre depois que a ação caiu por mais de um mês na Bolsa. Nos últimos 19 pregões, os papéis caíram em 16, acumulando no período desvalorização de 39%.   

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,24, -2,26%)
A BM&FBovespa acentuaram as perdas após ter sua recomendação rebaixada de compra para neutra pelo analista Eduardo Rosman, do BTG Pactual. O preço-alvo para 12 meses é de R$ 13,00 por ação (upside de 13% em relação ao último fechamento). O banco reiterou que ainda vê de forma positiva o negócio da companhia, mas que não é um bom momento para compra do papel. Enquanto isso, o BTG destacou que a Cetip (CTIP3, R$ 36,00, +3,03%) se tornou sua “top pick” do setor.

Papel e celulose
As ações do setor de papel e celulose seguiram o mau humor dos últimos dias em meio à pressão de compradores chineses para que fornecedores reduzissem os preços de celulose. Depois de cair por oito pregões em nove até a última sexta-feira, as ações da Suzano (SUZB5, R$ 14,33, -1,04%) voltam a cair. No mês, os papéis da companhia caem 14,27%. Acompanham o movimento hoje as ações da Fibria (FIBR3, R$ 39,66, -2,15%), seguindo a queda do dólar frente ao real nesta sessão. 

Even (EVEN3, R$ 3,12, -1,27%)
Dando continuidade à divulgação das construtoras de suas prévias do segundo trimestre, a Even comunicou que suas vendas contratadas no período somaram R$ 262 milhões, contra R$ 378 milhões no mesmo trimestre de 2014. Para o BTG Pactual, os investidores já anteciparam os dados operacionais fracos da companhia. “No geral, permanecemos cautelosos sobre o setor, devido a um cenário desafiador para vendas de habitação (fraca demanda e menor disponibilidade de crédito)”, disseram os analistas. 

Braskem (BRKM5, R$ 12,33, +0,57%
A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, propôs à Petrobras uma nova fórmula para calcular o preço da nafta que varia conforme as cotações de petróleo, segundo informou o Valor. Pela proposta, o valor pago não teria uma referência fixa, mas acompanharia diretamente as oscilações do petróleo. Hoje, o preço é vinculado à referência ARA (Amsterdã, Roterdã e Antuérpia), que é uma das mais caras do mundo, em um intervalo de 92,5% a 102% dessa cotação.

Segundo o analista independente, Flávio Conde, do blog What’s Call, isso tendo a ser negativo para a ação porque o repasse a clientes tende a ser parcial caso ocorra excesso de oferta de petroquímicos no mercado mundial como já aconteceu recentemente.

Oi (OIBR4, R$ 4,95, +0,61%)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Portugal afirmou nesta terça-feira que recebeu pedido de autoridades brasileiras para cooperação no âmbito da Operação Lava Jato e está investigando operações relacionadas à Portugal Telecom.

Mais cedo nesta terça-feira, o jornal português Público informou que o Ministério Público de Portugal está investigando envolvimento de políticos brasileiros e portugueses, acionistas e executivos no negócio de venda de ações da Portugal Telecom na Vivo (VIVT4) para a Telefónica em 2010. A operação teve como resultado o cruzamento de posições acionárias entre Oi e Portugal Telecom.

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Procurada, a Oi disse que não comentaria o assunto. A Telefônica Brasil, que vende serviços sob a marca Vivo no país, não respondeu a pedidos de comentários. De acordo com a procuradoria portuguesa, a carta está em segredo de Justiça e, por isso, seu objeto e diligências relacionadas não podem ser divulgados.

Educacionais
As companhias educacionais chegam ao quarto dia seguido de queda. Kroton (KROT3, R$ 10,63, -2,92%) e Estácio (ESTC3, R$ 17,31, -1,87%) fecharam entre as maiores perdas do Ibovespa, chegando assim a 31,10% e 26,04% de desvalorização, respectivamente.