CSN aguarda definição da Thyssen para compra da CSA, dizem fontes

Companhia fez no começo deste ano uma proposta de US$ 3,8 bilhões para ficar com a Steel Americas, unidade da Thyssen integrada pela CSA, no Rio de Janeiro

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RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO – A Companhia Siderúrgica Nacional continua no páreo para a compra das siderúrgicas da alemã ThyssenKrupp no Brasil e Estados Unidos, afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto.

A CSN só está aguardando uma resposta da Thyssen, que deve se posicionar até o dia 30 de março sobre o assunto, disse à Reuters uma das fontes que acompanha o assunto diretamente.

“Agora está nas mãos da Thyssen o processo”, afirmou nesta sexta-feira a fonte, na condição de anonimato, sem dar detalhes sobre a proposta da CSN.

A CSN fez no começo deste ano uma proposta de 3,8 bilhões de dólares para ficar com a Steel Americas, unidade da Thyssen integrada pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, e por uma laminadora nos Estados Unidos, afirmou na época uma fonte com conhecimento do assunto.

O BNDES poderá ter participação indireta no negócio, caso a proposta da CSN seja vencedora no processo. Porém, ainda não foi fechado acordo entre a siderúrgica de Benjamin Steinbruch e o banco de fomento, disse a fonte nesta sexta-feira.

A CSN e BNDES discutem a possibilidade de um apoio do banco de fomento a uma operação que busca a aquisição das duas usinas.

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O Valor Econômico reportou na edição desta sexta-feira que a Thyssen recebeu apenas duas ofertas firmes de compra pelos seus ativos de aço nas Américas até o momento. Segundo o jornal, a Ternium, do grupo Techint, fez uma oferta pela CSA, enquanto o consórcio ArcelorMittal/NipponSteel & Sumitomo fez uma oferta pela laminadora do Alabama, nos EUA.

A CSN e a Thyssen não quiseram comentar a informação. Representantes da Ternium em Buenos Aires não responderam imediatamente a informacão. A assessoria de imprensa do BNDES não respondeu chamadas telefônicas.

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, é sócia da Thyssen na CSA, com 27 por cento de participação no empreendimento.

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A venda das usinas da Thyssen deve ser concluída até o final de setembro, como o esperado, segundo a Thyssen.

A siderúrgica da Thyssen no Rio enfrenta processo criminal resultante de duas ações penais ajuizadas pelo Ministério Público por emissões de resíduos poluentes a partir da produção do primeiro alto-forno, em agosto de 2010, e também por poluição causada após a operação do segundo alto-forno, em dezembro do mesmo ano.

O promotor do Ministério Público do Rio de Janeiro Leonardo Kataoka disse à Reuters que o comprador da CSA poderá ter de enfrentar problemas na Justiça pelos processos em andamento.

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A ThyssenKrupp fez forte baixa contábil no valor de sua unidade Steel Americas para 3,9 bilhões de euros (5,22 bilhões de dólares) em dezembro. A companhia queria explorar novos mercados com duas usinas no Brasil e nos Estados Unidos, mas elas foram prejudicadas por excesso de custos, fraca gestão de projetos e demanda menor do que o esperado.