CSFB acredita em elevação de 50 pontos base na Selic em dezembro

Banco acredita que aceleração dos núcleos de inflação deve fazer BC manter elevações para atingir as metas inflacionárias

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SÃO PAULO – Com a divulgação da Ata do Copom na última quinta-feira, os analistas começam a revisar as expectativas às elevações da taxa Selic em dezembro. De acordo com as informações contidas na ata, a aceleração do núcleo de inflação medidos pelo IPCA e o crescimento da produção foram elementos fundamentais que levaram ao ajuste da Selic na última reunião.

Além disso, o temor em relação ao não cumprimento das metas inflacionárias para 2005, em virtude da inércia inflacionária, continua sendo a maior preocupação dos membros do Comitê de Política Monetária.

Selic deve subir 50 pontos base em dezembro

De acordo com o Credit Suisse First Boston, a taxa Selic deverá ser elevada em 50 pontos base, de 17,25% para 17,75%, na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 14 e 15 de dezembro.

Para o banco, a aceleração do IPCA ainda não atingiu seu ápice e o Índice deve continuar elevado em novembro e em dezembro. Em linha com a avaliação do Banco Central, o CSFB acredita que o patamar do núcleo de inflação é incompatível com as metas de inflação para 2004 e 2005.

Porém, o risco de elevação maior do que 50 pontos base é baixo. De acordo com o banco, permanecendo o cenário cambial estável, o Copom não deve aumentar a rigidez da política monetária, apesar das ameaças contidas na ata.

Petróleo e câmbio devem seguir influenciando

O banco também ressalta que o preço do petróleo, que registrou forte recuo em novembro, já apresenta tendência de recuperação e permanece muito volátil, em virtude das incertezas que cercam o mercado internacional da commodity.

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Além disso, o reajuste da gasolina anunciado em 25 de novembro elevou o acumulado em 2004 para 11,3%, acima das expectativas do Banco Central, de 9,5%.

O CSFB, cuja equipe econômica é liderada por Nilson Teixeira, também destaca que a variação cambial segue sendo o principal determinante da inflação no médio prazo, sendo que a apreciação cambial vista nas últimas semanas serviu para aliviar as previsões de inflação para novembro.

Taxa deve chegar a 18,25% em 2005

Ampliando o horizonte temporal de sua análise, o banco aposta que a Selic deve atingir 18,25% no primeiro trimestre de 2005 e se manter estável até o final do primeiro semestre, principalmente em função das expectativas do mercado para o IPCA no final do próximo ano continuarem bem acima da meta de inflação do BC, de 5,1%.